Qual foi a rispidez com as pessoas da sua casa, a impaciência gerada pelo estresse ou a fuga superficial em excessos que perturbou a serenidade da sua alma ao longo desta quarta-feira? A agitação crônica do nosso interior ganha espaço quando nos esquecemos da presença vigilante de Deus e agimos como se fôssemos donos absolutos do nosso humor, do nosso tempo e dos nossos limites, justificando a dureza de trato pelo cansaço acumulado. No Evangelho de hoje, Jesus atua como o mestre da retidão moral. Ao narrar o desfecho trágico do empregado que presumiu a ausência prolongada do patrão e transformou a liderança em violência e desordem, o Senhor nos convoca à vigilância dos afetos. Cuidar bem dos que nos foram confiados e repartir o alimento da paciência na hora certa é o sinal do verdadeiro discípulo. A quem muito foi dado em luz e compreensão, muito mais será exigido em caridade e mansidão. Não vá dormir acumulando culpas de palavras rudes ou buscando distrações frenéticas para abafar o cansaço. Silencie o peito nesta noite, reordene as suas atitudes perante Deus e permita que a sobriedade do Evangelho traga um descanso autêntico e pacífico ao seu espírito.Sobre o Pão da Inquietude:Um espaço de silêncio para corações que buscam o repouso em Deus. "Fizeste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não descansar em ti".Trecho do Evangelho (Lc 12, 39-48):"Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim!... A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!"Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.