Ouvir "Episódio 16. À conversa com a Joana"
Sinopse do Episódio
Olá!Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação".O episódio desta semana vem na sequência do da semana passada – não sei se já tiveram oportunidade de o ouvir? Se não o fizeram, convido-vos a fazer pausa neste momento e a irem ouvir o episódio 15.
Esta semana, a conversa a duas vozes é com a minha filha Joana, com sete anos à data da gravação. Venham mergulhar nos bastidores deste podcast, através da perspectiva da Joana.
Espero que desfrutem.
Neste episódio mencionamos:
Guia gratuito para começar (e continuar) a desenhar todos os dias.
Desenhamos Juntas, a sessão semanal em que desenhamos em diário gráfico, umas com as outras.
Conectar para Liderar, o meu programa de grupo para mulheres que desejam voltar a reconectar-se com a sua criatividade, quer tenham inclinação artística, quer não.
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“Livro do Não”
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
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E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik
Podcast
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Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá e sejam bem-vindas a este episódio de confissões de uma super-perfeccionista em recuperação. O episódio desta semana vem na sequência do da semana passada. Não sei se já tiveram a oportunidade de ouvir. Se não o fizeram, convido-vos a fazer pausa neste momento e a irem ouvir o episódio 15, em que conversei com a Alice, a minha filha mais velha, que me fez uma série de perguntas sobre a minha rotina de desenho e as minhas preferências no momento de fazer o diário gráfico. É uma conversa que dá uma visão de bastidores pelo ponto de vista de uma entrevistadora de 11 anos. Quando tiverem ouvido essa conversa, voltem então a esta, porque a visão de bastidores vai continuar. Só muda o ponto de vista. Hoje, então, a entrevistadora é a minha filha Joana, de 7 anos, à data da gravação deste episódio. A Joana, a minha filha mais nova, quando ouviu que a irmã iria gravar um episódio de podcast com a mãe, também deixou bem claro que ela também quereria fazer a mesma coisa. E eu não podia ficar mais contente e orgulhosa, até porque as perguntas de uma pessoa de 7 anos são bem diferentes das da irmã de 11. E por isso esta visão de bastidores é também muito especial. Como tal, não me alongo mais e vamos então ouvir a conversa que tive com a Joana.
Ok. Qual é que é a tua cor favorita?
Olha, espera aí. Acho que tu tens que te apresentar.
Ok. Olá, eu sou a Joana. Eu vou fazer a filha da minha mãe mais nova. Vou fazer um podcast com a minha mãe.
E quantos anos tem?
Sete.
Ok, então conta-me lá quais são as tuas perguntas.
Qual é que é a tua cor favorita?
A minha cor favorita é tão difícil. Dizes aqui dos meus tores de aguarelas ou dizes em geral?
Em geral.
Em geral, olha, eu acho que eu gosto muito de cores de rosa, ali entre o cor de rosa e o roxo. Nesse espaço, acho que estão as minhas cores favoritas. Quando eu era mais jovem, eu gostava muito de azul. E ainda gosto! Mas acho que agora tenho, assim, este gosto especial pelo cor de rosa, ali entre o cor de rosa e o roxo.
Sim. Agora, já agora vou-te perguntar e no teu estojo?
Olha, no meu estojo também vamos cair aí nessas cores, mas também vamos cair naquelas cores… Lembras-te das que comprámos quando estávamos nas férias?
Sim, lembro.
Olha, sabes que aqui no meu estojo Mais ou menos cada cor tem uma história e então eu adoro várias delas, nomeadamente pelas histórias que têm.
Porquê que tu pintas todos os dias?
Olha, essa é uma muito boa pergunta e eu vou-te contar. Se calhar tu já não te lembras muito bem, mas em 2020 tu eras pequenina. Em 2020 veio aquela coisa desafiante e difícil que foi o Covid. Lembras-te? Lembras-te de ficarmos confinados em casa?
Lembro-me. Ele disse que tive de ficar todo o tempo em casa a estudar.
Exatamente.
E a fazer os filhotetes em casa.
Exatamente. E depois, quando estávamos a aproximarmos do final do ano, eu pensei, em 2021, eu vou querer fazer alguma coisa. Eu não sei se vem aí mais confinamento, se não vem, mas eu vou querer fazer alguma coisa que me dê prazer a mim e que seja só para me dar prazer. E então comecei a fazer um desenhinho todos os dias. O meu único objetivo era desenhar só porque sim e divertir-me e bastava desenhar cinco minutinhos e já estava. E então foi assim que comecei. E claro, pois continuei, pois continuei, pois continuei e cada vez gosto mais. Ao longo dos anos, em vez de me fartar, o que aconteceu foi que fui gostando cada vez mais. E gosto de aproveitar para experimentar, para experimentar materiais e gosto de… e assim também tenho uma desculpa para ir comprar materiais novos de vez em quando.
Agora… Porquê que tu, quando tu não fazes um desenho, às vezes também ficas triste?
Olha, eu gosto de fazer o desenho diariamente, mas às vezes há dias que ou são muito atribulados ou têm muitas coisas e depois chega a noite e estou muito cansada e penso, não. É importante também descansar e não é por não fazer um dia que já não vai resultar ou já não vai valer a pena. E então também às vezes pratico o não fazer, como exceção.
Em que situação do ano é que preferes pintar por causa das paisagens e assim?
Olha, eu gosto em todas, mas no verão. No verão quando estamos de férias. Sim. aquela coisa de nós passarmos mais tempo na rua, não é? Ou na piscina, ou na praia, ou no rio. E então é um momento em que eu gosto particularmente de desenhar. E até porque, como no verão usamos roupas mais descascadas, não é? Porque está calor.
Sim.
Também no verão consigo desenhar mais as pessoas e não as roupas das pessoas. Sabes? E, por exemplo, quando vamos, imagina, olha, quando estivemos na praia fluvial com os primos.
Sim.
Adorei porque estava a desenhar os vocês, imagina, estava um bocadinho de vento, então estavam de fato de banho embrulhadas na toalha, então viam-se assim as pernoquitas, depois via-se assim a toalha a fazer, a mostrar o volume dos ombros por baixo, mas não se via bem os ombros. Então acho que o verão tem essa coisa particularmente gira, de ter… de passarmos mais tempo na rua por um lado, como nesse dia, e também de estarmos mais descascados e ver-se mais as pernoquitas, os bracitos e isso assim.
E qual é que é a estação do ano em que tu gostas mais… a segunda estação do ano em que tu gostas mais de pintar por causa das paisagens?
Olha, o que eu mais gosto de pintar são pessoas. e de vez em quando também gosto de apanhar paisagens. Eu vou te dizer, eu gosto muito quando temos aquela semana maravilhosa nas montanhas a ver neve.
O quê?
Ai, já vi o teu sorriso, estou a ver que tu também gostas. E há uma coisa muito gira em desenhar montanhas com neve, que é quando tu estás a desenhar, No fundo, no sítio onde está a neve, tu não pões uma pincelada, deixas o papel em branco.
Exato.
Então fazer esse exercício de pintar não pintando, ou seja, deixar a parte em branco para representar a neve.
Exato.
É assim um exercício muito, muito, muito, muito, que eu acho muito divertido.
Sim, porque depois de pintares branco parece que a folha era de outra cor, E por fora está bem, mas de dentro era de uma cor diferente.
Exato.
Mas fica um bocado estranho.
Exato.
E se tu não pintares parece uma montanha só cortou no papel.
Exato.
Agora, qual é a terceira estação do ano favorita?
Deixa-me cá ver. Será que é para falar no outono? Eu estou a verem um sorriso muito maroto.
Basicamente, é, porque o outro ano é anterior. Porque é uma das texturas do ano mais coloridas por causa das folhas.
Muito bem visto.
Porque as folhas ficam coloridas. E então, se tu pintares no outono, também tens de usar mais cores. Fica bastante colorido.
É, e no outono parece-me que há assim alguém que faz ano.
Exato, sou eu. É 25 de novembro.
Olha, mas sabes uma coisa? Eu vou te dizer uma coisa. As minhas estações do ano favoritas, sem ser para pintar, são… Outono, claramente. O outono e a seguir?
Inverno.
Exatamente.
São as melhores estações do ano. Não posso dizer isto, mas é verdade, sinceramente.
Toda a gente sabe. Não, não é toda a gente sabe. Só alguns de nós achamos isso, mas poucos, mas bons, não é, Joana?
Mas é verdade. Claramente é verdade, pelo menos alguém já diz isso, como eu, sinceramente, ninguém diz isso.
É isso mesmo. E que mais? Conta-me.
Agora, porquê que tu gostas de pintar?
Porquê que eu gosto de pintar? Olha, porque são cinco minutos, em que eu não me preocupo com mais nada, em que eu não me preocupo com as notícias do mundo, não me preocupo com a roupa que dá para dobrar, não me preocupo com nada, e são 5 minutos em que estou só a brincar com as cores, com as formas, com as tintas, com o lápis, é como se tivesse aqueles 5 minutos para brincar só para mim.
Para mim, eu gosto de pintar com tintas de mãos, porque posso me divertir no papel, posso me divertir, não me preocupo com aquela suja mesa. Isso é que eu na escola gosto muito de artes, porque nós usamos às vezes tintas de mãos e fazemos o que nós queremos ao papel. Então, eu às vezes faço uma poça de tinta e espalho com as mãos e não me interessa no que é que está a carta. Nada é perfeito e nada é mau. Tudo é como tu queres na arte. Nada é perfeito na arte. Mas eu gosto tanto da arte.
Eu também.
Agora, eu vou-te fazer uma pergunta. Entre umas cores, qual é a cor que tu mais gostas? Entre o russo de galáxia, dourado, preto ou branco, O dourado.
Acho que é o rosa de galáxia, porquê?
Porque foi a cor que eu escolhi quando nós estávamos.
De férias.
Agora já percebi que eu estou a fazer boas perguntas. Talvez tu estás na minha mente.
Muito bem. E que mais perguntas?
Não tem assim muito mais.
Não?
Faltam três perguntas. Então, porquê que tu não vais para fora às vezes e pintas ou assim? Tu ficas às vezes em casa a pintar, porquê que tu não vais lá para fora a pintar?
Eu às vezes vou lá para fora. E às vezes, quando vos levo às vossas atividades extracurriculares, também levo o meu bloquinho.
Ok, e agora porque é que tu não te interessa quando faz de manhã ou à noite ou assim? Porque há pessoas que interessam se fazem de manhã ou à noite e estou a me perguntar se a ti te interessa quando faz ou de manhã ou à noite ou por causa do sol e assim?
Olha, eu gosto mais de pintar durante o dia por causa precisamente da luz do sol Mas há assim muitos dias em que o dia é tão, tão, tão ocupado, tão cheio de coisas, que acabo por só fazer o meu desenhinho à noite. Às vezes já depois do jantar. Às vezes quando vocês já estão a ir para a cama. Mas eu gosto mesmo, mesmo, mesmo é de fazer, é desenhar durante o dia. E às vezes imagina, gosto de ir ali para a nossa varandinha desenhar as plantas, Às vezes gosto de vos apanhar quando vocês estão assim deitadinhas no sopá. Gosto de vos apanhar.
No livro do não, tu fizeste uma foto de nós com o Lucas e a Zéra Mangarada.
Sim, não foi uma foto. Foi um desenho. Pois era.
E depois bordaste.
E depois bordei, exatamente. Era na página do livro do não em que convidam a menina para ir fazer uma mangarada. E ela diz o quê? Não.
Para quê? O mongarod é uma coisa super fixe.
Pois.
Agora voltamos para o tema. Então, essas eram as minhas perguntas.
Muito obrigada por me fazer as perguntas, Joana. De nada.
Eu gostei muito de conversar contigo.
Será que queres vir outra vez fazer perguntas para o meu podcast?
Pode ser, só se calhar não é hoje.
Se calhar fica por aqui uns tempos. O que é que achas? Sim?
Só não com as mesmas perguntas.
Não, que vais pensar noutra. Não é?
Sim. Tchau!
Adeus!
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E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
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