Sinopse do Episódio
🌾 A SEMENTE 504 (Segunda-feira, 31/05/2021)Meditações no Evangelho de João (118): A Glória de Deus e a Morte dos Seus FilhosLeitura Bíblica: João 21:18-19A presença do mal e a existência de um Deus bom e Todo-poderoso é um dilema que desafia a mente humana através dos séculos. É difícil conciliar a bondade e o poder de Deus quando vemos o mal proliferando, principalmente quando somos atingidos por ele. Esse dilema também pesou sobre os primeiros cristãos quando a perseguição e a morte se abateu sobre as igrejas. Uma vez que o poder e a divindade de Cristo se manifestaram pela inquestionável ressurreição, por que os servos de Jesus ainda estavam sendo martirizados? Jesus prometera que iria preparar um lugar para Seus discípulos e que voltaria para buscá-los. No entanto, a realidade dos primeiros cristãos parecia contradizer essas preciosas promessas do SENHOR. Na sua primeira epístola aos Tessalonicenses, Paulo precisou ajudar a igreja, que se encontrava perturbada com o fato de a morte estar ceifando a vida de alguns irmãos. Entristecidos, os tessalonicenses achavam que, em parte, a morte tinha tido vitória, pois, mesmo que os cristãos que morreram estivessem na presença do SENHOR, eles não participariam do glorioso momento do arrebatamento da igreja, ocasião em que Cristo se encontrará com os salvos nas nuvens (cf. 1Tessalonicenses 4:13-18). Por isso, Paulo escreveu para ensinar a igreja que os que partiram em Cristo não perderão nenhuma das alegrias propostas para igreja do SENHOR. Não temos dúvidas de que, ao tempo em que João escreveu seu Evangelho, Pedro já havia sido morto pelo governo romano. Certamente, muitos cristãos estavam perturbados com a notícia do martírio de Pedro. Como é possível que um homem que tinha sido apóstolo de Jesus, escolhido para ser o líder dos primeiros cristãos na época do nascimento da igreja, seja vítima da crueldade de governantes perversos? Em Mateus 28:20, antes da Sua partida, Jesus dissera: “… eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. A história da igreja estava só começando, e os cristãos estavam sendo mortos. Tinha Jesus esquecido Sua promessa? Tinha Ele, de fato, “recebido toda autoridade no céu e na terra?” Será que em certos momentos Ele abdicara dessa autoridade, deixando seus discípulos à mercê de homens cruéis? Tais questões desafiavam a mente dos cristãos primitivos. Em João 12:18, Jesus disse a Pedro: “Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.” Para ajudar seus leitores a compreender essas palavras, João afirmou que Jesus “disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me.”O quarto Evangelho foi escrito para despertar a fé nos descrentes e sedimentar a verdade no coração dos crentes. Ao relatar as palavras de Jesus concernentes à morte de Pedro, João nos ensina que Jesus sabe muito bem o que acontece na vida dos seus discípulos e tem controle absoluto até quanto às circunstâncias da morte dos que creem n’Ele. Pedro não foi martirizado porque Jesus fora incapaz de protegê-lo. A morte de Pedro não serviu para autenticar a vitória do mal, mas para a glória de Deus. Pelos escritos de Eusébio, antigo historiador da igreja, sabemos que Pedro, à semelhança de Jesus, teria também sido crucificado. A única diferença teria sido que, não se sentindo digno de morrer como o SENHOR, Pedro teria pedido para ser crucificado de cabeça para baixo. Mesmo que a Bíblia não registre detalhes da morte de Pedro, sabemos que ele foi realmente martirizado, e que o tempo e o modo da sua morte contribuíram para que Deus fosse glorificado. A mensagem de João para os cristãos tristes era esta: não pensem que Cristo abandonou Seu povo pelo fato de a morte estar ceifando a vida de alguns servos do SENHOR. Até mesmo na hora da morte dos seus discípulos, Jesus age em todas as coisas, visando a Sua glória e o bem dos Seus amados. Não sei se você, agora, está sofrendo por causa da morte de um servo de Deus ou se está temeroso quanto à perspectiva da sua própria morte. Deus conhece bem sua atual situação, e, seja qual for, o que Paulo disse para confortar os cristãos de Tessalônica eu também digo a cada um que lê ou ouve esta mensagem: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Tessalonicenses 4:18).