Ouvir "Quantos dados são suficientes dados? A privacidade num mundo digital!"
Sinopse do Episódio
Muito recentemente, como forma de estancar a propagação da pandemia e identificar as cadeias de contágio, Governos um pouco por todo o mundo, incluindo na Europa (e em Portugal), incentivaram e, em alguns casos, obrigaram os seus cidadãos a utilizar aplicações de monitorização. A forma como o fizeram foi diferente e exigiu mais ou menos dados consoante os casos, mas o objetivo assumido foi o mesmo: proteger os cidadãos de um vírus altamente contagioso e potencialmente letal.
E quase todos concordarão que esse objetivo é muito válido e importante. Mas e se os dados recolhidos através dessas aplicações de monitorização fossem utilizados para outros fins? Porque razão deve o Estado saber exatamente onde estamos e o que fazemos em cada momento? Não haveria alternativas com semelhante eficácia que não exigissem este tipo de intrusão?
Tudo isto é possível devido a desenvolvimentos tecnológicos que permitem a captação, processamento e tratamento de dados estruturados e não estruturados (por exemplo, a cara de uma pessoa captada através de um sistema de videovigilância) com uma rapidez e precisão nunca antes vista. Também é possível porque a conectividade de todos aumentou de forma exponencial na última década (sistemas de vigilância, smartphones, wifi generalizado, dados móveis cada vez mais acessíveis) e o volume de dados produzido cresce exponencialmente a cada minuto que passa.
Mas quantos dados são suficientes dados? Quanto de nós estamos dispostos a trocar por segurança ou certeza?
Qual deve ser o papel do Estado? Deve o Estado impingir-nos uma determinada mundivisão e código ético?
Onde pára a individualidade de cada um de nós? Onde pára a nossa liberdade no século XXI?
E quase todos concordarão que esse objetivo é muito válido e importante. Mas e se os dados recolhidos através dessas aplicações de monitorização fossem utilizados para outros fins? Porque razão deve o Estado saber exatamente onde estamos e o que fazemos em cada momento? Não haveria alternativas com semelhante eficácia que não exigissem este tipo de intrusão?
Tudo isto é possível devido a desenvolvimentos tecnológicos que permitem a captação, processamento e tratamento de dados estruturados e não estruturados (por exemplo, a cara de uma pessoa captada através de um sistema de videovigilância) com uma rapidez e precisão nunca antes vista. Também é possível porque a conectividade de todos aumentou de forma exponencial na última década (sistemas de vigilância, smartphones, wifi generalizado, dados móveis cada vez mais acessíveis) e o volume de dados produzido cresce exponencialmente a cada minuto que passa.
Mas quantos dados são suficientes dados? Quanto de nós estamos dispostos a trocar por segurança ou certeza?
Qual deve ser o papel do Estado? Deve o Estado impingir-nos uma determinada mundivisão e código ético?
Onde pára a individualidade de cada um de nós? Onde pára a nossa liberdade no século XXI?
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