Ouvir "Quando empreender deixa de ser solitário: Eugenio Elyseu e o poder do networking de negócios"
Sinopse do Episódio
Considerado um dos ativos mais valiosos para conectar profissionais e empresários, o networking promete continuar, em 2026, alavancando redes de apoios que aceleram o crescimento dos negócios, nos mais diversos segmentos de mercado.Nessa ediçãodo StudiumCast conversamos com empresário Eugenio Elyseu, diretor-executivo do BNI Minas. Para quem ainda não conhece, o Business Network International (BNI), a maior rede de negócios do mundo, presente em 77 países, com mais de 344 mil empresários ativos, essa é uma excelente oportunidade.Otimista e visionário, Eugenio Elyseu é taxativo ao dizer que acredita muito no Brasil. Seu foco não está nos problemas, mas nas soluções. Angolano de nascimento, chegou ao Brasil ainda criança, pouco após a independência de Angola. Seu pai acreditava que o Brasil oferecia condições sociais e climáticas semelhantes às da sua terra natal. Após passar pelo Rio de Janeiro e pelo Maranhão, Eugênio se estabeleceu em Minas Gerais, onde estudou, construiu sua trajetória profissional e sua família. Casado com a psicóloga, especialista em geriatria, Lilian de Bernardi, diretora-executiva do BNI Minas, Eugênio é pai de três filhos e divide com a esposa a missão de apoiar empresários na construção de um mundo mais justo e colaborativo.Para Elyseu, todo empreendedor precisa de companhia ao longo de sua jornada. Ele ressalta que o empreendedorismo pode ser solitário, o que torna fundamental a troca com pessoas que já enfrentaram desafios semelhantes. Nesse contexto, o BNI se destaca como uma verdadeira universidade de informações, onde experiências são compartilhadas, caminhos são encurtados e erros podem ser evitados.O BNI é um grande ecossistema de negócios formado por mais de 350 mil empresários em todo o mundo, unidos pela práxis cotidiana de dar referências mútuas. A proposta é simples e poderosa: empresários indicam uns aos outros para suas redes externas, tornando os negócios mais sustentáveis, reais, sólidos e duradouros.Eugenio também desconstrói o mito de que bons profissionais estão apenas nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo. Muitas vezes as empresas buscam fora aquilo que já existe com qualidade em suas próprias cidades. O BNI propõe exatamente o contrário: valorizar os profissionais locais, fazendo o dinheiro circular na própria região e fortalecendo a economia de forma sustentável.Metas e perspectivasO Brasil ocupa hoje a terceira posição no ranking mundial do BNI, atrás apenas dos Estados Unidos da América (EUA) e da Índia. Em 2025, a rede cresceu cerca de 7 mil novos membros, ultrapassando, inclusive, a França. Para 2026, a meta é ainda mais ambiciosa: alcançar entre 9 e 10 mil novos membros, chegando à marca de 30 mil empresários no país.A filosofia do BNI foi trazida ao Brasil pelo empresário Marcos Martins, que há 17 anos se mudou para os EUA sem grandes perspectivas e hoje é Chief Executive Officer (CEO) de um grupo que reúne mais de 20.500 membros, consolidando-se como uma potência no setor.Os números confirmam essa força: nos últimos 12 meses, o BNI movimentou cerca de 27 bilhões de dólares em negócio fechados, por meio de 17 milhões de referências, envolvendo mais de 350 mil empresários em 77 países. Tudo isso sustentado pela filosofia “Givers Gain”, que significa: contribuir para ganhar. Ao gerar negócios para outras pessoas, você recebe negócios em troca.Eugênio destaca que a referência vai muito além de uma simples indicação. Trata-se de um processo que envolve conhecer profundamente o trabalho do outro, estar preparado para representá-lo com credibilidade e confiança, assegurando que o serviço será entregue conforme o combinado. “Referência é uma oportunidade de negócio extremamente qualificada”, ressalta.
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