Conheça as barreiras e os preconceitos enfrentados pelas mulheres na engenharia

03/07/2024 12 min Temporada 3 Episodio 124

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Sinopse do Episódio



No programa Fala Mulher desta semana, Maria Helena Barbosa, 1ª secretária do Sindicato de Engenheiros de Minas Gerais (Senge/MG), continua a conversa sobre os desafios das mulheres no mercado da engenharia. Ela aborda as barreiras que as engenheiras enfrentam e destaca a competência e a determinação necessárias para conquistar espaço em um ambiente dominado por homens. Para enriquecer a discussão, Adrielle Paiva, mestre em administração e pesquisadora, que fala sobre suas pesquisas sobre a vulnerabilidade socioeconômica de alunos, trancamentos escolares e a vivência de mulheres em cursos majoritariamente masculinos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Adrielle Paiva relata que seu TCC analisou a relação entre o trancamento escolar e a vulnerabilidade socioeconômica dos alunos, identificando que ser a única mulher na turma foi um fator significativo para algumas desistências. Motivada por essa descoberta, sua pesquisa de mestrado focou nas vivências de mulheres em cursos de engenharia na UFJF. Ela constatou que a falta de representatividade e o ambiente predominantemente masculino impactam negativamente a autoestima, a motivação e a saúde mental das estudantes. Muitas relataram assédio e a necessidade de adaptar seu comportamento e aparência para se protegerem, evidenciando a necessidade de conscientização nas escolas e universidades para combater esses problemas.
Maria Helena compartilha um caso recente de uma estudante de engenharia mecatrônica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG), que enfrentou preconceito de seu orientador, mas, com resiliência, conseguiu superar as barreiras e hoje trabalha na Petrobras. A estudante, que foi desmotivada pelo orientador a continuar, questionou as deficiências apontadas em seu TCC e recorreu ao Conselho, que finalmente aprovou seu trabalho. Esse exemplo ilustra a violência institucional ainda presente nas universidades.
Para combater o machismo e a violência contra mulheres no mercado, Maria Helena enfatiza que é fundamental haver mais mulheres em cargos de governança e que as denúncias sejam feitas. Os sindicatos, como o Senge/MG, são aliados importantes nessa luta, oferecendo apoio e levando adiante essas questões por meio de ações judiciais e outras medidas. Ela encoraja as mulheres a denunciarem, pois essa é a maneira de vencer as barreiras impostas pelo preconceito e pela discriminação.



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