Ouvir "Violências de gênero e re-existência de mulheres indígenas"
Sinopse do Episódio
APRESENTAÇÃO
Nos primeiros dias de 2023, vivemos uma tragédia anunciada há quinhentos anos: estampado nos jornais, o genocídio dos Yanomami não é uma figura de linguagem. Segundo o Correio Brasiliense, nos últimos anos, 570 crianças indígenas foram mortas, em decorrência dos crimes perpetrados em benefício do agronegócio, do tráfico de madeiras e do garimpo, com a conivência do Estado. As difíceis condições impostas, a desnutrição, o degredo são as armas do racismo que dizimam povos e populações nos países colonizados, ante um mundo insensível às dores dolorosas. O que acontece no estado de Roraima é apenas mais um sinistro exemplo da histórica experiência dos povos indígenas no Brasil.
Crimes de racismo somente são eficientes quando a vida a ser segregada é impedida de existir em sua plenitude e alcança seus objetivos últimos quando impedem um novo nascimento. A importância do marcador de gênero na lógica da estrutura colonial advém da sua capacidade de impor um lugar de inferioridade às mulheres, de tal modo que as vítimas das violências de gênero e colonial, desde as práticas criminosas de estupro, sequestro de crianças e desterro, que levam à miscigenação das populações autóctones, tornam-se invisíveis, inclusive aos olhos dos povos que sofrem o genocídio.
Para tratar sobre esse tema sensível, o Segundas Feministas conversa com Claudia Nichnig sobre sua pesquisa intitulada “Pensa numa dor dolorosa”: colonialidade, infâncias e maternidades indígenas Guarani e Kaiowá. Nesse trabalho, ela abordar sobre como o olhar preconceituoso e colonial sobre as maternidades e infâncias indígenas resultam desconsiderar as formas outras de cuidado e as possibilidades de experienciar a infância nas culturas indígenas.
FICHA TÉCNICA
Segundas Feministas
Episódio 133 - Violências de gênero e re-existência de mulheres indígenas
Convidada: Claudia Regina Nichnig (UNESPAR)
Direção Geral: Andréa Bandeira (UPE)
Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP)
Supervisão: Indiara Launa Teodoro (UFRPE)
Pesquisa e Roteiro: Andréa Bandeira (UPE)
Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE)
Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Suane Felippe Soares (UFRJ), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG).
Colaboração: Cláudia Maia (UNIMONTES-MG) e Aline Coutinho (UFRJ).
Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).
Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros; GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.
País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023.
Acompanhe o Segundas Feministas nas redes sociais!
www.instagram.com/segundasfeministas/
www.facebook.com/Segundas-Feministas/
FONTES E INDICAÇÕES:
NICHNIG, Claudia Regina. “Pensa numa dor dolorosa”: colonialidade, infâncias e maternidades indígenas Guarani e Kaiowá. Fronteiras -Revista Catarinense de História, 2021.
Nos primeiros dias de 2023, vivemos uma tragédia anunciada há quinhentos anos: estampado nos jornais, o genocídio dos Yanomami não é uma figura de linguagem. Segundo o Correio Brasiliense, nos últimos anos, 570 crianças indígenas foram mortas, em decorrência dos crimes perpetrados em benefício do agronegócio, do tráfico de madeiras e do garimpo, com a conivência do Estado. As difíceis condições impostas, a desnutrição, o degredo são as armas do racismo que dizimam povos e populações nos países colonizados, ante um mundo insensível às dores dolorosas. O que acontece no estado de Roraima é apenas mais um sinistro exemplo da histórica experiência dos povos indígenas no Brasil.
Crimes de racismo somente são eficientes quando a vida a ser segregada é impedida de existir em sua plenitude e alcança seus objetivos últimos quando impedem um novo nascimento. A importância do marcador de gênero na lógica da estrutura colonial advém da sua capacidade de impor um lugar de inferioridade às mulheres, de tal modo que as vítimas das violências de gênero e colonial, desde as práticas criminosas de estupro, sequestro de crianças e desterro, que levam à miscigenação das populações autóctones, tornam-se invisíveis, inclusive aos olhos dos povos que sofrem o genocídio.
Para tratar sobre esse tema sensível, o Segundas Feministas conversa com Claudia Nichnig sobre sua pesquisa intitulada “Pensa numa dor dolorosa”: colonialidade, infâncias e maternidades indígenas Guarani e Kaiowá. Nesse trabalho, ela abordar sobre como o olhar preconceituoso e colonial sobre as maternidades e infâncias indígenas resultam desconsiderar as formas outras de cuidado e as possibilidades de experienciar a infância nas culturas indígenas.
FICHA TÉCNICA
Segundas Feministas
Episódio 133 - Violências de gênero e re-existência de mulheres indígenas
Convidada: Claudia Regina Nichnig (UNESPAR)
Direção Geral: Andréa Bandeira (UPE)
Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP)
Supervisão: Indiara Launa Teodoro (UFRPE)
Pesquisa e Roteiro: Andréa Bandeira (UPE)
Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE)
Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Suane Felippe Soares (UFRJ), Marília Belmonte (USP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG).
Colaboração: Cláudia Maia (UNIMONTES-MG) e Aline Coutinho (UFRJ).
Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).
Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros; GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.
País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023.
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FONTES E INDICAÇÕES:
NICHNIG, Claudia Regina. “Pensa numa dor dolorosa”: colonialidade, infâncias e maternidades indígenas Guarani e Kaiowá. Fronteiras -Revista Catarinense de História, 2021.
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