Ouvir "Eu, como filha – O PAPEL DA MINHA MÃE – Parte 2"
Sinopse do Episódio
Eu cresci com lábio leporino e palato fendido, e por isso tive muitas dificuldades na minha fala. Até ir para a escola, não sabia que falava apenas as vogais das palavras.
Na escola, era rejeitada.
Na escola, não tinha nenhuma amizade.
Na escola, me deparei com uma realidade que desconhecia: que eu era imperfeita na minha fala, e que havia um defeito nos meus lábios.
Porque, até então, nunca havia percebido que eu tinha esses problemas, já que no meu lar, com minha irmã, minha mãe, meu pai... ninguém nunca tinha falado que havia algo de errado comigo.
Então, depois que comecei a ir para escola, fui mudando minha forma de ser. De uma menina que não via problema em nada, passei a ver problemas. Passei a ser uma irmã mais egoísta, uma filha mais teimosa e insistente naquilo que eu queria.
Minha mãe não sabia o que acontecia comigo na escola. E eu não sabia que podia contar com meus pais para pedir ajuda. Então, reagia de forma superegoísta. Queria que tudo fosse primeiro para mim, o melhor para mim. Em outras palavras, sufocava toda a minha família com exigências que nem eles mesmos entendiam.
Essa menina cheia de egoísmo teve muitas dificuldades de entender muita coisa. E o que fazia a minha mãe com tudo isso? Ela não sabia o que acontecia, então, falava para a minha irmã mais velha me compreender. E assim foi, minha irmã sempre ia cedendo para mim.
Os meus problemas aconteciam internamente, porque eu não sabia colocar para fora para que minha mãe pudesse me ajudar.
Sabe... com tudo isso, minha mãe tentava sempre achar oportunidade de falar sobre assuntos que me dessem a noção da gravidade.
Como ela era presente, sabia das minhas inclinações. E tinha uma coisa muito interessante também, por ela ser sempre ser carinhosa, beijoqueira, ganhava bastante credibilidade.
Para a minha mãe, a fé esteve sempre em ação. Ou seja, a consideração com Deus em primeiro lugar foi o que sempre lhe orientou como proceder.
Minha mãe dava o que era necessário: amor, carinho, presença.
Mas não dava tudo o que eu lhe pedia, porque essa era uma forma de me ensinar.
#BlogVivianeFreitas
#TardeMusical
#diadasmaes
Na escola, era rejeitada.
Na escola, não tinha nenhuma amizade.
Na escola, me deparei com uma realidade que desconhecia: que eu era imperfeita na minha fala, e que havia um defeito nos meus lábios.
Porque, até então, nunca havia percebido que eu tinha esses problemas, já que no meu lar, com minha irmã, minha mãe, meu pai... ninguém nunca tinha falado que havia algo de errado comigo.
Então, depois que comecei a ir para escola, fui mudando minha forma de ser. De uma menina que não via problema em nada, passei a ver problemas. Passei a ser uma irmã mais egoísta, uma filha mais teimosa e insistente naquilo que eu queria.
Minha mãe não sabia o que acontecia comigo na escola. E eu não sabia que podia contar com meus pais para pedir ajuda. Então, reagia de forma superegoísta. Queria que tudo fosse primeiro para mim, o melhor para mim. Em outras palavras, sufocava toda a minha família com exigências que nem eles mesmos entendiam.
Essa menina cheia de egoísmo teve muitas dificuldades de entender muita coisa. E o que fazia a minha mãe com tudo isso? Ela não sabia o que acontecia, então, falava para a minha irmã mais velha me compreender. E assim foi, minha irmã sempre ia cedendo para mim.
Os meus problemas aconteciam internamente, porque eu não sabia colocar para fora para que minha mãe pudesse me ajudar.
Sabe... com tudo isso, minha mãe tentava sempre achar oportunidade de falar sobre assuntos que me dessem a noção da gravidade.
Como ela era presente, sabia das minhas inclinações. E tinha uma coisa muito interessante também, por ela ser sempre ser carinhosa, beijoqueira, ganhava bastante credibilidade.
Para a minha mãe, a fé esteve sempre em ação. Ou seja, a consideração com Deus em primeiro lugar foi o que sempre lhe orientou como proceder.
Minha mãe dava o que era necessário: amor, carinho, presença.
Mas não dava tudo o que eu lhe pedia, porque essa era uma forma de me ensinar.
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