Ouvir "Mirian Goldenberg: "As pessoas acham que a velhice é uma morte""
Sinopse do Episódio
Pesquisadora da velhice há 30 anos, a antropóloga Mirian Goldenberg tornou-se uma ativista contra a violência e a discriminação do velho e pelo que chama de "bela velhice", que é uma forma de viver essa fase da vida com autonomia. "As pessoas acham que a velhice é uma morte", ela diz, mas rebate afirmando que são seus amigos nonagenários os que mais aproveitam e olham a vida com os olhos certos. "São os velhos que saboreiam a vida a cada dia", afirma na entrevista do Podcast da Semana.
Com mais de 30 livros publicados — entre eles "A Invenção de uma Bela Velhice" (Record, 2020) e "A Arte de Gozar" (2023) —, a professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro virou referência nos estudos dessa área, com uma atuação forte nas redes sociais. "Publico um textão por dia no Instagram sobre esse tema", diz. Ela diz que o Brasil é um país muito fértil para o etarismo, mas que uma luz se acendeu com a reforma da Previdência. "As pessoas entenderam que elas também ficarão velhas", afirma. Nesse tempo de pesquisa, entendeu que envelhecer leva a vulnerabilidades e a diferentes sofrimentos.
"Inclusive, homens e mulheres têm sofrimentos diferentes ao envelhecer. O homem sofre com a aposentadoria; a mulher, com as mudanças no corpo", afirma. Mas diz que é preciso ter coragem para gozar a vida e explica que o gozo da maturidade está em diversas atividades, não como em um projeto de vida, mas em pequenos propósitos diários. "Não existe velhice no singular", afirma.
Ao Podcast da Semana, Goldenberg falou sobre o sexo nessa fase, como fazer para ter mais autonomia e as perdas que as pessoas de mais idade tiveram na pandemia, muitas delas, irreparáveis.
Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
Com mais de 30 livros publicados — entre eles "A Invenção de uma Bela Velhice" (Record, 2020) e "A Arte de Gozar" (2023) —, a professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro virou referência nos estudos dessa área, com uma atuação forte nas redes sociais. "Publico um textão por dia no Instagram sobre esse tema", diz. Ela diz que o Brasil é um país muito fértil para o etarismo, mas que uma luz se acendeu com a reforma da Previdência. "As pessoas entenderam que elas também ficarão velhas", afirma. Nesse tempo de pesquisa, entendeu que envelhecer leva a vulnerabilidades e a diferentes sofrimentos.
"Inclusive, homens e mulheres têm sofrimentos diferentes ao envelhecer. O homem sofre com a aposentadoria; a mulher, com as mudanças no corpo", afirma. Mas diz que é preciso ter coragem para gozar a vida e explica que o gozo da maturidade está em diversas atividades, não como em um projeto de vida, mas em pequenos propósitos diários. "Não existe velhice no singular", afirma.
Ao Podcast da Semana, Goldenberg falou sobre o sexo nessa fase, como fazer para ter mais autonomia e as perdas que as pessoas de mais idade tiveram na pandemia, muitas delas, irreparáveis.
Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
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