Ouvir "Papo Lendário #214 – Cães nas Mitologias"
Sinopse do Episódio
Nesse episódio do Papo Lendário, viaje pelo mundo com Leonardo Mitocôndria, Nilda Alcarinquë e Juliano Yamada para conhecer os cães nas mitologias.
Conheça semelhanças entre diversos cachorros em diferentes mitologias e culturas.
Entenda o que é um cinocéfalo
Ouça o mito e Anúbis, Pan-hu, Raiju, Fenriz, Cérbero, Ortros, Xolotl, e muitos outros.
E veja que a imagem do cachorro pode ir desde um monstro até um ajudante, ou mesmo um psicopompo.
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- LINKS --
Manual dos Monstros #09 - Cérbero
Vasos canópicos
Cachorros não existem
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Juliano Yamada
Participante: Nilda Alcarinquë
-- APOIE o Mitografias --
-- Agradecimentos aos Apoiadores --
Adriano Gomes Carreira
Alan Franco
Alexandre Iombriller Chagas
Aline Aparecida Matias
Ana Lúcia Merege Correia
André Santos
Antunes Thiago
Bruno Gouvea Santos
Clecius Alexandre Duran
Déborah Santos
Domenica Mendes
Eder Cardoso Santana
Edmilson Zeferino da Silva
Everson
Everton Gouveia
Gabriele Tschá
Jonathan Souza de Oliveira
José Eduardo de Oliveira Silva
Leila Pereira Minetto
Leonardo Rocha da Silva
Leticia Passos Affini
Lindonil Rodrigues dos Reis
Mateus Seenem Tavares
Mayra
Nilda Alcarinquë
Petronio de Tilio Neto
Rafael Resca
Rafa Mello
Talita Kelly Martinez
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhece.
[Trilha sonora]
Leonardo: Muito bem, ouvintes. No episódio de hoje, vamos falar de um tema que... eu quis fazer algo simples, algo tranquilo, mas, conforme eu fui fazendo, o tema foi crescendo. E hoje, então, a gente vai falar sobre os cães nas mitologias, algo meio estranho até, não é? Algo que parece meio banal, mas, quando você vai analisando, você vê que tem muito exemplo disso, tanto que até eu comecei a fazer isso, a ideia inicial era fazer uma pauta simples, tranquila, algo rápido e fácil de fazer ali, e aí eu pensei que seria interessante pesquisar como os cachorros são representados nas diversas mitologias, já que tem em vários locais. Então vamos ver. Mas, novamente, conforme eu pesquisava, parecia que a pauta não ia ter fim.
Juliano Yamada: Leonardo só queria criar uma pauta para falar que cachorro é melhor que gato.
Leonardo: Ah, mas isso nem precisa falar, isso já todo mundo sabe. Todos sabem, com certeza. Gatos são do mal. Nesse episódio de hoje, vocês vão ver como cachorro é muito mais legal. Será que eu consegui o ódio de algum ouvinte aí? Vamos ver.
Juliano Yamada: Provavelmente, metade dos ouvintes são gateiros, então…
Leonardo: É, tem o gatolicismo, esses ouvintes todos que são praticantes do gatolicismo.
Nilda: Eu já aviso que nisso eu sou neutra, não tenho cachorro nem gato.
Leonardo: É, nada contra os gatos, mas... é sempre assim, não é? Sempre tem que terminar com mas. Quem sabe futuramente teremos um episódio sobre gatos. Isso também acho que renderia bastante, mas hoje é sobre os cães. Tem muito exemplo de narrativas. O simbolismo do cão e do lobo é bem rico. Eu falei do cão e do lobo, porque, para começar, a gente precisa ter noção dessa linha tênue entre cachorro e lobo. Na verdade, tem gente até que diz que essa linha não existe e que, na verdade, até cachorros não existem.
Juliano Yamada: Como espécie, o cachorro e o lobo são muito próximos, tanto que eles ainda conseguem se reproduzir entre si. O sistema social, o sistema de matilha tanto dos cães como dos lobos é muito parecido, e isso é um detalhe: foi essa característica que fez a aproximação com o ser humano, porque o ser humano também tem um sistema social muito próximo. Você vai ter um líder do grupo, você vai ter uma divisão de tarefas, você vai ter uma divisão de recompensas, e isso acontece entre os humanos e os lobos. Então a adaptação do lobo ou do cachorro em si para a sociedade humana foi muito fácil, e sem falar que ela é muito antiga. Ela remonta acho que à Idade da Pedra Lascada, quando os humanos ainda nem eram homo sapiens - se não me engano.
Nilda: Há uma tese, uma hipótese de um antropólogo de que, na verdade, não é que os sistemas são parecidos, é que os humanos acabaram convivendo com os cachorros e copiando alguns dos sistemas de vida deles, de ficar mais em matilha, forma de caçar. Houve uma interação, uma simbiose. Não foi o humano que criou o cachorro, mas os lobos que se aproximaram dos humanos acabaram entrando tipo em uma simbiose, então os humanos imitaram alguma coisa dos lobos, porque eles perceberam que isso poderia mantê-los vivos melhor, e os lobos perceberam que, estando junto com humanos, também seria mais fácil para eles obterem comida e serem protegidos. Então uma simbiose das espécies.
Leonardo: O cachorro que adestrou o ser humano aí também, olha só.
Nilda: Porque essa ideia de ficar só o humano adestrou o cachorro, e aí às vezes tem algumas teses que falam de outras espécies que isso aconteceu também, que, na verdade, isso é um pensamento muito antropocêntrico, sabe? Aquela coisa muito do século 19, que o ser humano é o ápice da criação e ele que fez, domesticou todos os outros, sendo que pode ter sido assim: o ser humano ter copiado muitos comportamentos de outros animais e, com isso, ter melhorado a vida dos humanos e ter essa simbiose.
Leonardo: Então, ouvinte, foi o seu cachorro que te treinou para dar biscoito para ele quando ele senta.
Juliano Yamada: Tem um outro ponto interessante também que a gente falou anteriormente como surgem deuses, divindades, em culturas mais antigas para o ser humano, que várias vezes essas divindades, deuses, semideuses, heróis surgem de ou que se sacrificaram ou que morreram e começaram a ser cultuados por causa dos seus atos ou suas histórias, e isso acabou virando uma lenda, que acaba uma mitologia, acaba-se criando uma divindade. A mesma coisa pode ter acontecido com os cachorros. Cachorros mais fiéis, ou que se sacrificaram, ou que foram importantes em batalhas ou para grupamentos humanos, um cachorro específico até mesmo uma figura de um cachorro, aquele cachorro daquela raça, daquela etnia, também pode ter sido o mesmo significado e, por consequência, acabou sendo cultuado, virando uma divindade e entrando em um possível panteão mitológico. Isso pode ter acontecido várias vezes na nossa sociedade.
Leonardo: É, aí muitas vezes não precisa ser nem um cachorro que fez isso; muitas vezes pode até ser a forma como o animal age ali e eles incorporam no mito. Isso a gente vai ver. Um exemplo é quando a gente chegar nos egípcios. Mas isso aqui foi só para mostrar para o ouvinte que essa confusão de lobo e cachorro realmente tem mesmo e principalmente nos mitos. A gente vai ver que em alguns mitos é explicitamente dito que é um lobo, outros que é um cachorro, e outros que variam. Então às vezes você pega alguma narrativa falando, citando como cachorro, às vezes como lobo, porque não faria diferença ali naquela narrativa em si. Então seria difícil falar de cachorro em mitologia sem citar lobo e até sem citar alguns animais semelhantes, porque a gente fala de cachorro e lobo, mas a gente não pode esquecer de chacais, de coiotes, de outros animais que também estão próximos. Eu não sei agora dizer biologicamente o quão próximo é, mas pelo menos na questão de interação com o ser humano e forma também de viver ali. Aqui na América a gente tem muito a questão do coiote, que é uma imagem forte também, que tem um aspecto canino, digamos assim. Pelo menos uma certa semelhança.
Nilda: Porque vários desses animais têm uma função semelhante à do lobo, porque você na natureza, normalmente, no ecossistema, o predador assim, o predador daquele jeito, o herbívoro daquele jeito, e você sempre vê que tem animais com funções parecidas. Não é exatamente o mesmo animal, mas a função é predar, a função do outro é cavar, então sempre tem coisas assim.
Leonardo: E aí, quando a gente vai para esses outros animais próximos, o número de mitos aumenta mais ainda, como eu falei, principalmente o lobo, por causa de toda a simbologia que ele tem, principalmente na Europa. Esse episódio, ouvinte, vai ser muito de exemplo; a gente vai viajar pelo mundo todo citando exemplos de cachorros e lobos. Não vai ter como fugir dos lobos. Mas aí você vai ver como principalmente na Europa tem muita coisa e tem alguns detalhes interessantes para ver disso. Tanto que, pesquisando para essa pauta, eu percebi que... eu ouso dizer que a imagem do lobo - e com isso a do cachorro junto - em específico é praticamente tão complexa quanto a da serpente. Sem querer me aprofundar aqui na da serpente, mas, querendo ou não, você pega inúmeras religiões, e mitologias e narrativas com a serpente, seja ela como um inimigo, como um obstáculo, como algo para cura até, o que seja, tem muita coisa. E o lobo, pesquisando aqui, eu falei: "Isso aqui está tão complexo quanto", e isso tem a ver com isso que a gente falou aí da relação que tem com o homem. Tem muita coisa, é bem complexo e, por isso que, como eu falei, esse episódio vai ser mais voltado a esses exemplos de narrativas com cachorros e lobos. A gente não vai se aprofundar tanto até no lobo em si para deixar até para outros episódios. Daria para fazer algo, a gente vai deixar para outro episódio algo mais aprofundado no símbolo em si do lobo, pegar alguns aspectos mais específicos que vão valer a pena, então, pesquisar mais a fundo. Mas, para ter esse episódio e esse episódio não se tornar dois, três, quatro, e tudo, então vamos focar só algo mais tranquilo, que mesmo assim ainda vai render, que são algumas narrativas específicas. Como eu falei, a gente vai viajar o mundo todo, então vai ter grego, egípcio, japonês, chinês, asteca, vai ter tudo quanto é continente.
[Trilha sonora]
Conheça semelhanças entre diversos cachorros em diferentes mitologias e culturas.
Entenda o que é um cinocéfalo
Ouça o mito e Anúbis, Pan-hu, Raiju, Fenriz, Cérbero, Ortros, Xolotl, e muitos outros.
E veja que a imagem do cachorro pode ir desde um monstro até um ajudante, ou mesmo um psicopompo.
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- LINKS --
Manual dos Monstros #09 - Cérbero
Vasos canópicos
Cachorros não existem
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Juliano Yamada
Participante: Nilda Alcarinquë
-- APOIE o Mitografias --
-- Agradecimentos aos Apoiadores --
Adriano Gomes Carreira
Alan Franco
Alexandre Iombriller Chagas
Aline Aparecida Matias
Ana Lúcia Merege Correia
André Santos
Antunes Thiago
Bruno Gouvea Santos
Clecius Alexandre Duran
Déborah Santos
Domenica Mendes
Eder Cardoso Santana
Edmilson Zeferino da Silva
Everson
Everton Gouveia
Gabriele Tschá
Jonathan Souza de Oliveira
José Eduardo de Oliveira Silva
Leila Pereira Minetto
Leonardo Rocha da Silva
Leticia Passos Affini
Lindonil Rodrigues dos Reis
Mateus Seenem Tavares
Mayra
Nilda Alcarinquë
Petronio de Tilio Neto
Rafael Resca
Rafa Mello
Talita Kelly Martinez
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhece.
[Trilha sonora]
Leonardo: Muito bem, ouvintes. No episódio de hoje, vamos falar de um tema que... eu quis fazer algo simples, algo tranquilo, mas, conforme eu fui fazendo, o tema foi crescendo. E hoje, então, a gente vai falar sobre os cães nas mitologias, algo meio estranho até, não é? Algo que parece meio banal, mas, quando você vai analisando, você vê que tem muito exemplo disso, tanto que até eu comecei a fazer isso, a ideia inicial era fazer uma pauta simples, tranquila, algo rápido e fácil de fazer ali, e aí eu pensei que seria interessante pesquisar como os cachorros são representados nas diversas mitologias, já que tem em vários locais. Então vamos ver. Mas, novamente, conforme eu pesquisava, parecia que a pauta não ia ter fim.
Juliano Yamada: Leonardo só queria criar uma pauta para falar que cachorro é melhor que gato.
Leonardo: Ah, mas isso nem precisa falar, isso já todo mundo sabe. Todos sabem, com certeza. Gatos são do mal. Nesse episódio de hoje, vocês vão ver como cachorro é muito mais legal. Será que eu consegui o ódio de algum ouvinte aí? Vamos ver.
Juliano Yamada: Provavelmente, metade dos ouvintes são gateiros, então…
Leonardo: É, tem o gatolicismo, esses ouvintes todos que são praticantes do gatolicismo.
Nilda: Eu já aviso que nisso eu sou neutra, não tenho cachorro nem gato.
Leonardo: É, nada contra os gatos, mas... é sempre assim, não é? Sempre tem que terminar com mas. Quem sabe futuramente teremos um episódio sobre gatos. Isso também acho que renderia bastante, mas hoje é sobre os cães. Tem muito exemplo de narrativas. O simbolismo do cão e do lobo é bem rico. Eu falei do cão e do lobo, porque, para começar, a gente precisa ter noção dessa linha tênue entre cachorro e lobo. Na verdade, tem gente até que diz que essa linha não existe e que, na verdade, até cachorros não existem.
Juliano Yamada: Como espécie, o cachorro e o lobo são muito próximos, tanto que eles ainda conseguem se reproduzir entre si. O sistema social, o sistema de matilha tanto dos cães como dos lobos é muito parecido, e isso é um detalhe: foi essa característica que fez a aproximação com o ser humano, porque o ser humano também tem um sistema social muito próximo. Você vai ter um líder do grupo, você vai ter uma divisão de tarefas, você vai ter uma divisão de recompensas, e isso acontece entre os humanos e os lobos. Então a adaptação do lobo ou do cachorro em si para a sociedade humana foi muito fácil, e sem falar que ela é muito antiga. Ela remonta acho que à Idade da Pedra Lascada, quando os humanos ainda nem eram homo sapiens - se não me engano.
Nilda: Há uma tese, uma hipótese de um antropólogo de que, na verdade, não é que os sistemas são parecidos, é que os humanos acabaram convivendo com os cachorros e copiando alguns dos sistemas de vida deles, de ficar mais em matilha, forma de caçar. Houve uma interação, uma simbiose. Não foi o humano que criou o cachorro, mas os lobos que se aproximaram dos humanos acabaram entrando tipo em uma simbiose, então os humanos imitaram alguma coisa dos lobos, porque eles perceberam que isso poderia mantê-los vivos melhor, e os lobos perceberam que, estando junto com humanos, também seria mais fácil para eles obterem comida e serem protegidos. Então uma simbiose das espécies.
Leonardo: O cachorro que adestrou o ser humano aí também, olha só.
Nilda: Porque essa ideia de ficar só o humano adestrou o cachorro, e aí às vezes tem algumas teses que falam de outras espécies que isso aconteceu também, que, na verdade, isso é um pensamento muito antropocêntrico, sabe? Aquela coisa muito do século 19, que o ser humano é o ápice da criação e ele que fez, domesticou todos os outros, sendo que pode ter sido assim: o ser humano ter copiado muitos comportamentos de outros animais e, com isso, ter melhorado a vida dos humanos e ter essa simbiose.
Leonardo: Então, ouvinte, foi o seu cachorro que te treinou para dar biscoito para ele quando ele senta.
Juliano Yamada: Tem um outro ponto interessante também que a gente falou anteriormente como surgem deuses, divindades, em culturas mais antigas para o ser humano, que várias vezes essas divindades, deuses, semideuses, heróis surgem de ou que se sacrificaram ou que morreram e começaram a ser cultuados por causa dos seus atos ou suas histórias, e isso acabou virando uma lenda, que acaba uma mitologia, acaba-se criando uma divindade. A mesma coisa pode ter acontecido com os cachorros. Cachorros mais fiéis, ou que se sacrificaram, ou que foram importantes em batalhas ou para grupamentos humanos, um cachorro específico até mesmo uma figura de um cachorro, aquele cachorro daquela raça, daquela etnia, também pode ter sido o mesmo significado e, por consequência, acabou sendo cultuado, virando uma divindade e entrando em um possível panteão mitológico. Isso pode ter acontecido várias vezes na nossa sociedade.
Leonardo: É, aí muitas vezes não precisa ser nem um cachorro que fez isso; muitas vezes pode até ser a forma como o animal age ali e eles incorporam no mito. Isso a gente vai ver. Um exemplo é quando a gente chegar nos egípcios. Mas isso aqui foi só para mostrar para o ouvinte que essa confusão de lobo e cachorro realmente tem mesmo e principalmente nos mitos. A gente vai ver que em alguns mitos é explicitamente dito que é um lobo, outros que é um cachorro, e outros que variam. Então às vezes você pega alguma narrativa falando, citando como cachorro, às vezes como lobo, porque não faria diferença ali naquela narrativa em si. Então seria difícil falar de cachorro em mitologia sem citar lobo e até sem citar alguns animais semelhantes, porque a gente fala de cachorro e lobo, mas a gente não pode esquecer de chacais, de coiotes, de outros animais que também estão próximos. Eu não sei agora dizer biologicamente o quão próximo é, mas pelo menos na questão de interação com o ser humano e forma também de viver ali. Aqui na América a gente tem muito a questão do coiote, que é uma imagem forte também, que tem um aspecto canino, digamos assim. Pelo menos uma certa semelhança.
Nilda: Porque vários desses animais têm uma função semelhante à do lobo, porque você na natureza, normalmente, no ecossistema, o predador assim, o predador daquele jeito, o herbívoro daquele jeito, e você sempre vê que tem animais com funções parecidas. Não é exatamente o mesmo animal, mas a função é predar, a função do outro é cavar, então sempre tem coisas assim.
Leonardo: E aí, quando a gente vai para esses outros animais próximos, o número de mitos aumenta mais ainda, como eu falei, principalmente o lobo, por causa de toda a simbologia que ele tem, principalmente na Europa. Esse episódio, ouvinte, vai ser muito de exemplo; a gente vai viajar pelo mundo todo citando exemplos de cachorros e lobos. Não vai ter como fugir dos lobos. Mas aí você vai ver como principalmente na Europa tem muita coisa e tem alguns detalhes interessantes para ver disso. Tanto que, pesquisando para essa pauta, eu percebi que... eu ouso dizer que a imagem do lobo - e com isso a do cachorro junto - em específico é praticamente tão complexa quanto a da serpente. Sem querer me aprofundar aqui na da serpente, mas, querendo ou não, você pega inúmeras religiões, e mitologias e narrativas com a serpente, seja ela como um inimigo, como um obstáculo, como algo para cura até, o que seja, tem muita coisa. E o lobo, pesquisando aqui, eu falei: "Isso aqui está tão complexo quanto", e isso tem a ver com isso que a gente falou aí da relação que tem com o homem. Tem muita coisa, é bem complexo e, por isso que, como eu falei, esse episódio vai ser mais voltado a esses exemplos de narrativas com cachorros e lobos. A gente não vai se aprofundar tanto até no lobo em si para deixar até para outros episódios. Daria para fazer algo, a gente vai deixar para outro episódio algo mais aprofundado no símbolo em si do lobo, pegar alguns aspectos mais específicos que vão valer a pena, então, pesquisar mais a fundo. Mas, para ter esse episódio e esse episódio não se tornar dois, três, quatro, e tudo, então vamos focar só algo mais tranquilo, que mesmo assim ainda vai render, que são algumas narrativas específicas. Como eu falei, a gente vai viajar o mundo todo, então vai ter grego, egípcio, japonês, chinês, asteca, vai ter tudo quanto é continente.
[Trilha sonora]
Mais episódios do podcast Papo Lendário
Papo Lendário #303 – Hinos Homéricos – Hélio
15/07/2025
Papo Lendário #300 – Deusas Solares
01/06/2025
Papo Lendário #298 – Hinos Homéricos – Gaia
29/04/2025
Papo Lendário #297 – Monstros Egípcios
10/12/2024
Papo Lendário #293 – Introdução ao Orfismo
12/11/2024
ZARZA We are Zarza, the prestigious firm behind major projects in information technology.