Ouvir "Papo Lendário #210 – A Deusa Atena"
Sinopse do Episódio
Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Juliano Yamada e Pablo de Assis conversam sobre a deusa Atena.
Conheça mais sobre a deusa.
Veja porque também é chamada de Palas Atena.
Entenda as consequencias de sua rixa com o deus dos mares Possêidon.
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Juliano Yamada e Pablo de Assis
-- APOIE o Mitografias --
-- Agradecimentos aos Apoiadores --
Adriano Gomes Carreira
Alan Franco
Alexandre Iombriller Chagas
Aline Aparecida Matias
Ana Lúcia Merege Correia
André Santos
Antunes Thiago
Bruno Gouvea Santos
Clecius Alexandre Duran
Déborah Santos
Domenica Mendes
Eder Cardoso Santana
Edmilson Zeferino da Silva
Everson
Everton Gouveia
Gabriele Tschá
Jonathan Souza de Oliveira
José Eduardo de Oliveira Silva
Leila Pereira Minetto
Leonardo Rocha da Silva
Leticia Passos Affini
Lindonil Rodrigues dos Reis
Mateus Seenem Tavares
Mayra
Nilda Alcarinquë
Petronio de Tilio Neto
Rafa Mello
Talita Kelly Martinez
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br.
[Trilha sonora]
Leonardo: Muito bem, ouvintes. No episódio de hoje, falaremos de uma personagem que já pediram várias vezes aqui para a gente fazer um episódio sobre ela, e é uma das deusas mais conhecidas - imagino que seja também uma das que mais aparece nas narrativas da mitologia grega. Hoje, falaremos da deusa Atena e, no caso, ela aparece várias vezes em narrativas de diversos heróis, sempre influenciando ali na jornada. E hoje estamos aí com o Yamada para me ajudar…
Juliano Yamada: Olá.
Leonardo: ... e com o Pablo.
Pablo: Oi.
Leonardo: Então hoje todo mundo aí da equipe para falar de uma das deusas mais clássicas. Bom, a deusa Atena, como eu falei, é uma das deusas mais famosas e ela é muito conhecida por ser a deusa da sabedoria. Mas, como toda e qualquer divindade, ela possui outros domínios: ela também seria a deusa da guerra, pelo menos na questão da guerra estratégica; da coragem; da justiça; da vitória - tanto que a questão de ela ser deusa da vitória... às vezes a deusa Nike... eu, sempre quando leio, tento falar Nike, é meio que automático.
Pablo: Não, o nome da marca veio da deusa, não é
Leonardo: É, veio da deusa, mas aí você imagina falar Nike, por causa da pronúncia já, mas é o nome da deusa a marca, então vamos falar como está escrito.
Pablo: É, se eu não me engano, em grego é Niké.
Leonardo: Ah sim, já ouvi.
Pablo: Se eu não me engano, Niké.
Leonardo: No caso, a Niké é a vitória. Ela até é uma deusa mais na questão de personificação em si, e ela é a deusa da vitória, mas, no caso, às vezes é posto como a Niké sendo uma versão da deusa Atena, por causa dessa relação que a deusa Atena tem como deusa da vitória.
Juliano Yamada: A representação mais famosa da Atena, acho que atualmente, uma das representações mais famosas, mas é a mais conhecida, é ela com a deusa Nike em uma das mãos e o escudo com a cabeça da Medusa na outra mão, pelo que eu lembro.
Pablo: Se eu não me engano, essa estátua não é da Niké.
Juliano Yamada: Eu sempre tinha aprendido que essa aí era a Niké, mas acho que já tem algumas coisas falando que a Niké era sempre representada como uma deusa alada.
Pablo: É, se eu não me engano, ela é uma outra deusa meio que obscura chamada Palas.
Leonardo: Ah, da Palas a gente fala mais para frente. A Palas tem umas questões que se relacionam com a Atena, que são alguns personagens, e aí tem uma discussão assim: "Ah, veio disso, veio daquilo". Aí mais para frente a gente chega a essa questão da Palas e Palas Atena. Mas, só continuando aqui os domínios, ela também é a deusa da razão, das artes, do artesanato, da literatura, das fiandeiras e bordadeiras. E essa questão de ser das fiandeiras e bordadeiras também tem uma relação com uma narrativa específica da deusa Atena, que a gente vai falar mais para frente, e com o fato de ela ser uma deusa tecelã, e aí, no caso, foi ela quem fez o vestido da Pandora. A Pandora, que recebeu dons de vários deuses, vários deuses ajudaram a construí-la, fazem algo ali para ela. No caso, o papel da Atena foi fazer o vestido.
Juliano Yamada: A deusa Atena era tão popular que ela não…
Leonardo: Que ela chegou a ter uma cidade.
Juliano Yamada: É, além da própria cidade, ela era uma deusa tão popular - a Atena, não a Minerva romana - que ela chegou a ser conhecida desde o norte da África - vinha do norte da África, Península Ibérica, que é atualmente Portugal e Espanha - e existem até registros dela na Índia e na Ásia Menor, de tão popular que ela era. Provavelmente, acho que a Ásia Menor e a Índia por responsabilidade do Alexandre Magno, pelo que eu lembro.
Leonardo: Sim, que foi levando-a e toda a cultura para outros cantos. No caso, a Minerva também tinha uma boa importância, só que aí já na época dos romanos, que ela fazia um trio com Júpiter e com uma outra divindade, agora esqueci o nome, mas era um trio na questão de serem os principais deuses, e isso pega também um quê dos etruscos, que também tinham esses três deuses, mas isso já voltado para a Minerva, para a versão romana.
Juliano Yamada: Se não me engano, acho que o terceiro deus era o equivalente do Apolo.
Pablo: Apolo é Apolo entre os romanos, mas, nesse caso, fica confuso, porque, como Apolo é uma divindade solar, e existem várias divindades solares que os romanos acabaram assimilando, então muitas vezes você tem algumas características para os romanos que acabam sendo mais próximas de outras divindades, como por exemplo Mitra. Algumas coisas que era de Apolo para os gregos, entre os romanos acabam sendo associadas a Mitra ou alguma outra divindade solar.
Leonardo: Mas aí falando da Atena mesmo, da versão grega, acho que para entendê-la bem, para ver as características dela, é interessante que começa bem no nascimento dela. Na verdade, até antes do nascimento em si, que vem muito relacionado com os pais dela, que aí no caso são Zeus e a deusa Métis. Zeus é o pai dela e Métis seria a mãe dela, mas a Atena teve um nascimento um tanto quanto diferente. No caso, ao contrário do que muita gente está acostumado a ver Zeus pulando a cerca, com Métis não foi isso aí. Ela é dita a primeira esposa de Zeus, não foi um relacionamento extraconjugal. E, no caso, Métis era a deusa da prudência, então já começa a ver algumas características até relacionadas, e, quando a deusa estava grávida, Gaia acabou profetizando que o neto da Métis iria destronar Zeus, ia pegar o lugar do rei dos deuses. Algumas versões citam que quem iria tomar o lugar de Zeus na verdade não seria o neto, e sim o segundo filho que ele teria com a Métis. De qualquer maneira teria esse problema de ter filhos com a deusa e perder o reinado. E aí o que ele fez? Ele não queria perder de forma alguma e, para evitar isso, ele pegou e engoliu a deusa, engoliu a própria esposa. Algumas versões mostram que ele que propôs uma brincadeira de transformação para ela, e ela, sem suspeitar de nada, se transformou em uma mosca, e aí ele foi lá, conseguiu aprisioná-la e a engoliu. Só que, nesse momento que ele fez isso, ela já estava grávida da deusa Atena, e aí passou o tempo de gestação. Conforme foi chegando a época, a cabeça de Zeus começou a doer, porque tinha algo ali. Ele morrendo de dor de cabeça, não sabia o motivo disso, pediu ajuda para o Hefesto, falou: "Meu, racha a minha cabeça aí para resolver o que está dentro aí, o que está causando essa dor". Ele meio assim, mas foi lá, desceu o machado no crânio de Zeus, abriu a cabeça e, quando abriu, a Atena acaba surgindo dali. Surge já adulta, vestida e armada já, com lança e com escudo, e já dando um grito de guerra. Então é uma narrativa bem estranha, mas bem simbólica. Já quer dizer muita coisa ali. A Atena nasceu da cabeça de Zeus, então nisso você já vê o motivo de ele não querer, estar preocupado com a questão de ser destronado e tudo, da mesma forma como ele fez com o pai dele, que fez com o avô dele, então ia seguir isso aí, tanto que Gaia profetizou por causa disso, mas também você já vê as características da deusa Atena. Nesse ponto, você já vê a questão de ela ser uma deusa mais racional, já ser voltada para todos os domínios que a gente falou inicialmente: está muito ligada com a razão e muito ligada até a Zeus em si. Você vê muitas vezes na mitologia que ela - não vou dizer, assim, a preferida, sei lá - era bem próxima de Zeus, ao contrário até de Ares. Se a gente pegar, comparar com uma outra divindade relacionada à guerra, Ares era uma divindade que nem Zeus gostava muito. Tem acho que uma passagem que acho que está relacionada com a Guerra de Troia, acho que até está relacionada com a Atena, que Ares vai lá choramingar para Zeus - ele acaba apanhando lá - e Zeus não quer fazer nada ali. Agora, Atena já não. Atena já você vê que tinha uma proximidade com Zeus. Porque ser filho de Zeus não quer dizer nada na questão realmente de se aproximar ou não, já que Zeus tinha trocentos filhos aí, mas Atena já era mais próxima. No caso, por exemplo, tem a ideia, na narrativa do Tifão, quando ele vai atacar os deuses do Olimpo, logo que eles estão no Olimpo, muitos fogem e algumas versões mostram que só ficam Atena e Zeus para enfrentá-lo.
[Trilha sonora]
[Bloco de recados]
Leonardo: Algo muito comum para os deuses gregos é o fato de ter um animal relacionado à divindade. Zeus é a águia, se não me engano, e aí, no caso, a Atena é a coruja. A gente vê várias passagens mostrando isso, tem muito a questão de a coruja estar ligada à Atena. Zeus tem a águia, Hera tem o pavão e Atena tem a coruja.
Conheça mais sobre a deusa.
Veja porque também é chamada de Palas Atena.
Entenda as consequencias de sua rixa com o deus dos mares Possêidon.
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Juliano Yamada e Pablo de Assis
-- APOIE o Mitografias --
-- Agradecimentos aos Apoiadores --
Adriano Gomes Carreira
Alan Franco
Alexandre Iombriller Chagas
Aline Aparecida Matias
Ana Lúcia Merege Correia
André Santos
Antunes Thiago
Bruno Gouvea Santos
Clecius Alexandre Duran
Déborah Santos
Domenica Mendes
Eder Cardoso Santana
Edmilson Zeferino da Silva
Everson
Everton Gouveia
Gabriele Tschá
Jonathan Souza de Oliveira
José Eduardo de Oliveira Silva
Leila Pereira Minetto
Leonardo Rocha da Silva
Leticia Passos Affini
Lindonil Rodrigues dos Reis
Mateus Seenem Tavares
Mayra
Nilda Alcarinquë
Petronio de Tilio Neto
Rafa Mello
Talita Kelly Martinez
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br.
[Trilha sonora]
Leonardo: Muito bem, ouvintes. No episódio de hoje, falaremos de uma personagem que já pediram várias vezes aqui para a gente fazer um episódio sobre ela, e é uma das deusas mais conhecidas - imagino que seja também uma das que mais aparece nas narrativas da mitologia grega. Hoje, falaremos da deusa Atena e, no caso, ela aparece várias vezes em narrativas de diversos heróis, sempre influenciando ali na jornada. E hoje estamos aí com o Yamada para me ajudar…
Juliano Yamada: Olá.
Leonardo: ... e com o Pablo.
Pablo: Oi.
Leonardo: Então hoje todo mundo aí da equipe para falar de uma das deusas mais clássicas. Bom, a deusa Atena, como eu falei, é uma das deusas mais famosas e ela é muito conhecida por ser a deusa da sabedoria. Mas, como toda e qualquer divindade, ela possui outros domínios: ela também seria a deusa da guerra, pelo menos na questão da guerra estratégica; da coragem; da justiça; da vitória - tanto que a questão de ela ser deusa da vitória... às vezes a deusa Nike... eu, sempre quando leio, tento falar Nike, é meio que automático.
Pablo: Não, o nome da marca veio da deusa, não é
Leonardo: É, veio da deusa, mas aí você imagina falar Nike, por causa da pronúncia já, mas é o nome da deusa a marca, então vamos falar como está escrito.
Pablo: É, se eu não me engano, em grego é Niké.
Leonardo: Ah sim, já ouvi.
Pablo: Se eu não me engano, Niké.
Leonardo: No caso, a Niké é a vitória. Ela até é uma deusa mais na questão de personificação em si, e ela é a deusa da vitória, mas, no caso, às vezes é posto como a Niké sendo uma versão da deusa Atena, por causa dessa relação que a deusa Atena tem como deusa da vitória.
Juliano Yamada: A representação mais famosa da Atena, acho que atualmente, uma das representações mais famosas, mas é a mais conhecida, é ela com a deusa Nike em uma das mãos e o escudo com a cabeça da Medusa na outra mão, pelo que eu lembro.
Pablo: Se eu não me engano, essa estátua não é da Niké.
Juliano Yamada: Eu sempre tinha aprendido que essa aí era a Niké, mas acho que já tem algumas coisas falando que a Niké era sempre representada como uma deusa alada.
Pablo: É, se eu não me engano, ela é uma outra deusa meio que obscura chamada Palas.
Leonardo: Ah, da Palas a gente fala mais para frente. A Palas tem umas questões que se relacionam com a Atena, que são alguns personagens, e aí tem uma discussão assim: "Ah, veio disso, veio daquilo". Aí mais para frente a gente chega a essa questão da Palas e Palas Atena. Mas, só continuando aqui os domínios, ela também é a deusa da razão, das artes, do artesanato, da literatura, das fiandeiras e bordadeiras. E essa questão de ser das fiandeiras e bordadeiras também tem uma relação com uma narrativa específica da deusa Atena, que a gente vai falar mais para frente, e com o fato de ela ser uma deusa tecelã, e aí, no caso, foi ela quem fez o vestido da Pandora. A Pandora, que recebeu dons de vários deuses, vários deuses ajudaram a construí-la, fazem algo ali para ela. No caso, o papel da Atena foi fazer o vestido.
Juliano Yamada: A deusa Atena era tão popular que ela não…
Leonardo: Que ela chegou a ter uma cidade.
Juliano Yamada: É, além da própria cidade, ela era uma deusa tão popular - a Atena, não a Minerva romana - que ela chegou a ser conhecida desde o norte da África - vinha do norte da África, Península Ibérica, que é atualmente Portugal e Espanha - e existem até registros dela na Índia e na Ásia Menor, de tão popular que ela era. Provavelmente, acho que a Ásia Menor e a Índia por responsabilidade do Alexandre Magno, pelo que eu lembro.
Leonardo: Sim, que foi levando-a e toda a cultura para outros cantos. No caso, a Minerva também tinha uma boa importância, só que aí já na época dos romanos, que ela fazia um trio com Júpiter e com uma outra divindade, agora esqueci o nome, mas era um trio na questão de serem os principais deuses, e isso pega também um quê dos etruscos, que também tinham esses três deuses, mas isso já voltado para a Minerva, para a versão romana.
Juliano Yamada: Se não me engano, acho que o terceiro deus era o equivalente do Apolo.
Pablo: Apolo é Apolo entre os romanos, mas, nesse caso, fica confuso, porque, como Apolo é uma divindade solar, e existem várias divindades solares que os romanos acabaram assimilando, então muitas vezes você tem algumas características para os romanos que acabam sendo mais próximas de outras divindades, como por exemplo Mitra. Algumas coisas que era de Apolo para os gregos, entre os romanos acabam sendo associadas a Mitra ou alguma outra divindade solar.
Leonardo: Mas aí falando da Atena mesmo, da versão grega, acho que para entendê-la bem, para ver as características dela, é interessante que começa bem no nascimento dela. Na verdade, até antes do nascimento em si, que vem muito relacionado com os pais dela, que aí no caso são Zeus e a deusa Métis. Zeus é o pai dela e Métis seria a mãe dela, mas a Atena teve um nascimento um tanto quanto diferente. No caso, ao contrário do que muita gente está acostumado a ver Zeus pulando a cerca, com Métis não foi isso aí. Ela é dita a primeira esposa de Zeus, não foi um relacionamento extraconjugal. E, no caso, Métis era a deusa da prudência, então já começa a ver algumas características até relacionadas, e, quando a deusa estava grávida, Gaia acabou profetizando que o neto da Métis iria destronar Zeus, ia pegar o lugar do rei dos deuses. Algumas versões citam que quem iria tomar o lugar de Zeus na verdade não seria o neto, e sim o segundo filho que ele teria com a Métis. De qualquer maneira teria esse problema de ter filhos com a deusa e perder o reinado. E aí o que ele fez? Ele não queria perder de forma alguma e, para evitar isso, ele pegou e engoliu a deusa, engoliu a própria esposa. Algumas versões mostram que ele que propôs uma brincadeira de transformação para ela, e ela, sem suspeitar de nada, se transformou em uma mosca, e aí ele foi lá, conseguiu aprisioná-la e a engoliu. Só que, nesse momento que ele fez isso, ela já estava grávida da deusa Atena, e aí passou o tempo de gestação. Conforme foi chegando a época, a cabeça de Zeus começou a doer, porque tinha algo ali. Ele morrendo de dor de cabeça, não sabia o motivo disso, pediu ajuda para o Hefesto, falou: "Meu, racha a minha cabeça aí para resolver o que está dentro aí, o que está causando essa dor". Ele meio assim, mas foi lá, desceu o machado no crânio de Zeus, abriu a cabeça e, quando abriu, a Atena acaba surgindo dali. Surge já adulta, vestida e armada já, com lança e com escudo, e já dando um grito de guerra. Então é uma narrativa bem estranha, mas bem simbólica. Já quer dizer muita coisa ali. A Atena nasceu da cabeça de Zeus, então nisso você já vê o motivo de ele não querer, estar preocupado com a questão de ser destronado e tudo, da mesma forma como ele fez com o pai dele, que fez com o avô dele, então ia seguir isso aí, tanto que Gaia profetizou por causa disso, mas também você já vê as características da deusa Atena. Nesse ponto, você já vê a questão de ela ser uma deusa mais racional, já ser voltada para todos os domínios que a gente falou inicialmente: está muito ligada com a razão e muito ligada até a Zeus em si. Você vê muitas vezes na mitologia que ela - não vou dizer, assim, a preferida, sei lá - era bem próxima de Zeus, ao contrário até de Ares. Se a gente pegar, comparar com uma outra divindade relacionada à guerra, Ares era uma divindade que nem Zeus gostava muito. Tem acho que uma passagem que acho que está relacionada com a Guerra de Troia, acho que até está relacionada com a Atena, que Ares vai lá choramingar para Zeus - ele acaba apanhando lá - e Zeus não quer fazer nada ali. Agora, Atena já não. Atena já você vê que tinha uma proximidade com Zeus. Porque ser filho de Zeus não quer dizer nada na questão realmente de se aproximar ou não, já que Zeus tinha trocentos filhos aí, mas Atena já era mais próxima. No caso, por exemplo, tem a ideia, na narrativa do Tifão, quando ele vai atacar os deuses do Olimpo, logo que eles estão no Olimpo, muitos fogem e algumas versões mostram que só ficam Atena e Zeus para enfrentá-lo.
[Trilha sonora]
[Bloco de recados]
Leonardo: Algo muito comum para os deuses gregos é o fato de ter um animal relacionado à divindade. Zeus é a águia, se não me engano, e aí, no caso, a Atena é a coruja. A gente vê várias passagens mostrando isso, tem muito a questão de a coruja estar ligada à Atena. Zeus tem a águia, Hera tem o pavão e Atena tem a coruja.
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