Ouvir "Papo Lendário #205 – Magia do Caos"
Sinopse do Episódio
Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo Mitocôndria, Ju Ponzi e Marcos Keller conversam sobre a Magia do Caos.
Entenda o que é esse sistema (ou meta-sistema) mágico.
Ouça sobre a I.O.T, a Iluminados de Thanateros
Conheça sobre o livro Liber Null, e sua importância (e compre aqui na Penumbra Livros).
Saiba sobre alguns magistas e personalidades relaciadas à magia do caos.
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- LINKS --
Podcast Mundo Freak sobre magia do caos
Magickando
IOT Sulamerica
IOT - O Livro
Cortex CaosCast
Papo Lendário sobre Aleiter Crowley (episódio antigo)
Outros posts sobre Ocultismo
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Ju Ponzi
Convidado: Marcos Keller
-- Agradecimentos aos Padrinhos e Madrinhas --
Antunes Thiago
Paulo Diovani Gonçalves
Patricia Ussyk
Edmilson Zeferino da Silva
Rafa Mello
Jonathan Souza de Oliveira
Pedro Zavitoski
Clecius Alexandre Duran
Gabriele Tschá
Felipe Cavalcante da Rocha
Everson
Mateus Seenem Tavares
Domenica Mendes
Ana Lúcia Merege Correia
Yasmin patricia de oliveira
Mayra
Bruno Gouvea Santos
Aline Aparecida Matias
Alexandre Iombriller Chagas
Leonardo Rocha da Silva
Lindonil Rodrigues dos Reis
José Eduardo de Oliveira Silva
Alan Franco
Eder Cardoso Santana
Rosenilda Azevedo
Adriano Gomes Carreira
Talita Kelly Martinez
Ricardo Silva
Leila Pereira Minetto
-- APOIE o Mitografias --
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, o podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br.
[Trilha sonora]
[Introdução] Leonardo: Não será possível que consciência, magia e caos sejam a mesma coisa? Consciência é capaz de fazer com que as coisas ocorram espontaneamente e sem motivo prévio. Isso normalmente ocorre dentro do cérebro, onde esta parte da consciência que designamos como vontade instiga os nervos a fazer com que certos pensamentos e ações ocorram. Vez por outra, a consciência é capaz de fazer com que coisas ocorram espontaneamente fora do corpo, quando esse realiza magia. Qualquer ato de vontade é magia. Reciprocamente, qualquer ato de percepção consciente também é magia, uma ocorrência no sistema nervoso espontaneamente percebida na consciência. Às vezes, essa percepção pode ocorrer diretamente, sem o uso dos sentidos, como na clarividência. A magia não está confinada apenas à consciência. Todos os eventos, incluindo a origem do universo, ocorrem basicamente por magia. Isso significa que eles ocorrem espontaneamente, sem um claro objetivo prévio. A matéria dá a impressão de ser governada pelas leis da física, mas essas são apenas aproximações estatísticas. Não é possível dar uma explicação definitiva de como qualquer coisa ocorre em termos de caos e efeito. Em algum nível, o efeito deve ter apenas ocorrido. Pode parecer que isso originaria um universo completamente aleatório e desordenado, mas esse não é o caso. Jogue um único dado e você pode ter qualquer resultado; jogue seis milhões de dados e você terá quase exatamente um milhão de números seis. Não há motivo para as leis do universo aqui representada pela estrutura dos dados. Essas também são fenômenos que apenas ocorreram espontaneamente e podem um dia deixar de ser válidas, caso a espontaneidade passe a produzir algo diferente. É muito difícil imaginar eventos ocorrendo espontaneamente sem causa prévia, embora isso ocorra toda vez que alguém exerce sua vontade. Por esse motivo, parece preferível chamar a raiz desses fenômenos de caos. É impossível para nós compreender o caos, pois a parte de nós responsável pela compreensão é constituída de matéria, que basicamente obedece à forma estatística da causalidade. De fato, todo o nosso pensamento racional é estruturado sobre a hipótese de que uma coisa causa a outra. A consequência natural é que nosso pensamento nunca será capaz de apreciar a natureza da consciência ou o universo como um todo, pois esses são espontâneos, mágicos e caóticos por natureza. Seria injustificado inferir a partir disso que o universo é consciente e capaz de pensar na nossa acepção da palavra. Pode-se dizer que o universo é os pensamentos do caos. Podemos ser capazes de entender os pensamentos, mas não o caos de onde eles se originam. De forma similar, podemos estar acostumados a ser conscientes e exercer nossa vontade, mas nunca seremos capazes de formar ideias sobre o que esses são.
Leonardo: Muito bem, ouvintes, hoje teremos, então, um episódio caótico e, para isso, eu chamei gente que sabe do que está falando - assim espero. Hoje aqui eu estou com a Ju, aqui da equipe.
Ju Ponzi: Olá, vocês todos. Tudo bem?
Leonardo: E com o convidado de casa, o Marcos Keller. Bom, como vocês viram, a gente vai falar aí de magia do caos e do caoísmo em si. Vai ser um episódio místico - não só mítico, mas vai ser místico, então eu chamei aí o pessoal que já fala muito disso aí no Mundo Freak e no Magickando. Então vamos agora também trazer a palavra deles aí no Papo Lendário. Bom, eu quis fazer aí esse episódio para... muitos ouvintes também escutam o Magickando e o Mundo Freak, então já ouviram muito aí da magia do caos, mas, para aqueles também que não escutam - fica aí a dica também, vai ter os episódios que relatam aí esse tema, tem os links aí no post -, e eu mesmo quis fazer esse episódio depois que eu terminei de ler o Liber Null - também fica mais um jabá para a Penumbra. Quis fazer esse episódio depois que eu li e aí eu realmente consegui tirar minhas conclusões do que seria a magia do caos em si. É claro que eu ainda conheço bem pouco disso, mas já achei interessante. Talvez seja o sistema mágico - mas também pode ser um metassistema, a gente fala aí mais a fundo no decorrer do episódio - que eu mais curti. Não teria como eu não gostar, pelos próprios aspectos dele, que a gente vai falando aí.
Marcos Keller: Como um bom jogador de Mago: A Ascensão, não é?
Leonardo: Exatamente.
Marcos Keller: Não tem como não gostar.
Leonardo: Mas, como eu falei, eu sou mais um curioso mesmo. Vocês dois que vivenciam mais aí a magia do caos, então eu queria que vocês se apresentassem. Como vocês conhecem em si a magia do caos?
Ju Ponzi: Bem, a primeira vez que eu tropecei, entre aspas, porque foi realmente um tropeçar na magia do caos, foi porque eu estava procurando outras coisas, eu estava procurando outras leituras, e aí existia um grupo, na época, que a gente conversava bastante e aí me falaram assim: "Olha, você já ouviu a palavra da magia do caos?", e aí eu falei: "Como assim, magia do caos?". E, para mim, já era tudo muito carregado do próprio preconceito que existe contra a magia do caos. Acho que também a gente, em algum momento, vai esbarrar nisso durante o episódio, que é o "Ah, faz o que você quiser, pede qualquer coisa e foda-se", não sei o que lá. Então eu já fiquei um pouco com o pé atrás. E aí a pessoa me apresentou o Liber Null - não existia essa linda versão, maravilhosa, muito bem traduzida, muito bem trabalhada, da Penumbra Livros, então eu li isso em inglês na época. Foi me apresentado tanto o Liber Null quanto o Life Force também, e aí eu comecei a ler e comecei a achar bastante interessante, me interessei por olhar isso. Eu acho que primeiramente eu me interessei bastante pelo lance do treinamento dos exercícios. Já existiam coisas que eu já tinha feito, coisas um pouco diferentes, então foi isso que mais me atraiu, na realidade, para começar a ler mais sobre.
Leonardo: Sua vez, Keller.
Marcos Keller: Meu primeiro contato com a magia do caos e com a ideia de magia do caos foi há bastante tempo. Não foi propriamente a magia do caos, mas foi mais ou menos com os trabalhos do Robert Anton Wilson, e na época ele era editor da Playboy e tal, e eu cheguei a ver algumas coisas da Playboy. Sabe aquele tio que coleciona Playboy? Então, é isso aí. Então eu vi algumas entrevistas e tal, aquelas traduções de entrevista, mas eu não sabia que tinha a ver com ele, que ele era o que fazia as entrevistas e tal. E aí, quando eu comecei a me envolver com algumas práticas, com algumas pesquisas, a magia do caos estava começando a ficar popular no Brasil, principalmente por causa da prática mais básica dela, que é a prática de sigilo, que é você fazer um desejo encapsulado. O sigilo é um minidesejo, é essa ideia para você realizar. E foi a partir de aí que eu fui navegando cada vez mais de braçada, até ter contatos teóricos e começar a conhecer um pouco mais.
Leonardo: Então, confirmando, você conheceu a magia do caos através da revista Playboy. Você usava a revista para isso?
Marcos Keller: É, bom, funciona. Mas não foi, foi por causa do Robert Anton Wilson, com as traduções e alguns textos. Para você ter uma ideia, teve dois caras que alguns textos me influenciaram bastante no começo, que foram o Robert Anton Wilson e o Hakim Bey, que é o Peter Lamborn Wilson - não são relacionados. O Hakim Bey não é da magia do caos, mas toda a escrita e o pensamento dele têm muito a ver com a magia do caos. O Hakim Bey é um teórico anarquista.
Leonardo: Esse cara é mais ou menos dessa época também?
Marcos Keller: O Peter Lamborn Wilson e o Robert Anton Wilson, e toda essa galera, são do mesmo caldeirão, essa galera dos anos 70 muito louca, sabe? Fim dos 60, início de 70, que é ali que é o caldeirão onde surge a discussão sobre a magia do caos.
Leonardo: Legal, então acho legal a gente já definir aí para o ouvinte o que realmente é essa magia do caos. Bom, eu, como leigo, vejo a magia do caos, do que eu consigo entender, sendo, como o pessoal fala, a magia que você pode fazer tudo, só não pode qualquer coisa. Eu adoro essa definição. Mas eu sempre vejo como essa coisa meio que aberta,
Entenda o que é esse sistema (ou meta-sistema) mágico.
Ouça sobre a I.O.T, a Iluminados de Thanateros
Conheça sobre o livro Liber Null, e sua importância (e compre aqui na Penumbra Livros).
Saiba sobre alguns magistas e personalidades relaciadas à magia do caos.
- Esse episódio possui transcrição, veja mais abaixo.
-- LINKS --
Podcast Mundo Freak sobre magia do caos
Magickando
IOT Sulamerica
IOT - O Livro
Cortex CaosCast
Papo Lendário sobre Aleiter Crowley (episódio antigo)
Outros posts sobre Ocultismo
-- EQUIPE --
Pauta, edição: Leonardo Mitôcondria
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo Mitôcondria
Participante: Ju Ponzi
Convidado: Marcos Keller
-- Agradecimentos aos Padrinhos e Madrinhas --
Antunes Thiago
Paulo Diovani Gonçalves
Patricia Ussyk
Edmilson Zeferino da Silva
Rafa Mello
Jonathan Souza de Oliveira
Pedro Zavitoski
Clecius Alexandre Duran
Gabriele Tschá
Felipe Cavalcante da Rocha
Everson
Mateus Seenem Tavares
Domenica Mendes
Ana Lúcia Merege Correia
Yasmin patricia de oliveira
Mayra
Bruno Gouvea Santos
Aline Aparecida Matias
Alexandre Iombriller Chagas
Leonardo Rocha da Silva
Lindonil Rodrigues dos Reis
José Eduardo de Oliveira Silva
Alan Franco
Eder Cardoso Santana
Rosenilda Azevedo
Adriano Gomes Carreira
Talita Kelly Martinez
Ricardo Silva
Leila Pereira Minetto
-- APOIE o Mitografias --
-- Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) --
[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, o podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br.
[Trilha sonora]
[Introdução] Leonardo: Não será possível que consciência, magia e caos sejam a mesma coisa? Consciência é capaz de fazer com que as coisas ocorram espontaneamente e sem motivo prévio. Isso normalmente ocorre dentro do cérebro, onde esta parte da consciência que designamos como vontade instiga os nervos a fazer com que certos pensamentos e ações ocorram. Vez por outra, a consciência é capaz de fazer com que coisas ocorram espontaneamente fora do corpo, quando esse realiza magia. Qualquer ato de vontade é magia. Reciprocamente, qualquer ato de percepção consciente também é magia, uma ocorrência no sistema nervoso espontaneamente percebida na consciência. Às vezes, essa percepção pode ocorrer diretamente, sem o uso dos sentidos, como na clarividência. A magia não está confinada apenas à consciência. Todos os eventos, incluindo a origem do universo, ocorrem basicamente por magia. Isso significa que eles ocorrem espontaneamente, sem um claro objetivo prévio. A matéria dá a impressão de ser governada pelas leis da física, mas essas são apenas aproximações estatísticas. Não é possível dar uma explicação definitiva de como qualquer coisa ocorre em termos de caos e efeito. Em algum nível, o efeito deve ter apenas ocorrido. Pode parecer que isso originaria um universo completamente aleatório e desordenado, mas esse não é o caso. Jogue um único dado e você pode ter qualquer resultado; jogue seis milhões de dados e você terá quase exatamente um milhão de números seis. Não há motivo para as leis do universo aqui representada pela estrutura dos dados. Essas também são fenômenos que apenas ocorreram espontaneamente e podem um dia deixar de ser válidas, caso a espontaneidade passe a produzir algo diferente. É muito difícil imaginar eventos ocorrendo espontaneamente sem causa prévia, embora isso ocorra toda vez que alguém exerce sua vontade. Por esse motivo, parece preferível chamar a raiz desses fenômenos de caos. É impossível para nós compreender o caos, pois a parte de nós responsável pela compreensão é constituída de matéria, que basicamente obedece à forma estatística da causalidade. De fato, todo o nosso pensamento racional é estruturado sobre a hipótese de que uma coisa causa a outra. A consequência natural é que nosso pensamento nunca será capaz de apreciar a natureza da consciência ou o universo como um todo, pois esses são espontâneos, mágicos e caóticos por natureza. Seria injustificado inferir a partir disso que o universo é consciente e capaz de pensar na nossa acepção da palavra. Pode-se dizer que o universo é os pensamentos do caos. Podemos ser capazes de entender os pensamentos, mas não o caos de onde eles se originam. De forma similar, podemos estar acostumados a ser conscientes e exercer nossa vontade, mas nunca seremos capazes de formar ideias sobre o que esses são.
Leonardo: Muito bem, ouvintes, hoje teremos, então, um episódio caótico e, para isso, eu chamei gente que sabe do que está falando - assim espero. Hoje aqui eu estou com a Ju, aqui da equipe.
Ju Ponzi: Olá, vocês todos. Tudo bem?
Leonardo: E com o convidado de casa, o Marcos Keller. Bom, como vocês viram, a gente vai falar aí de magia do caos e do caoísmo em si. Vai ser um episódio místico - não só mítico, mas vai ser místico, então eu chamei aí o pessoal que já fala muito disso aí no Mundo Freak e no Magickando. Então vamos agora também trazer a palavra deles aí no Papo Lendário. Bom, eu quis fazer aí esse episódio para... muitos ouvintes também escutam o Magickando e o Mundo Freak, então já ouviram muito aí da magia do caos, mas, para aqueles também que não escutam - fica aí a dica também, vai ter os episódios que relatam aí esse tema, tem os links aí no post -, e eu mesmo quis fazer esse episódio depois que eu terminei de ler o Liber Null - também fica mais um jabá para a Penumbra. Quis fazer esse episódio depois que eu li e aí eu realmente consegui tirar minhas conclusões do que seria a magia do caos em si. É claro que eu ainda conheço bem pouco disso, mas já achei interessante. Talvez seja o sistema mágico - mas também pode ser um metassistema, a gente fala aí mais a fundo no decorrer do episódio - que eu mais curti. Não teria como eu não gostar, pelos próprios aspectos dele, que a gente vai falando aí.
Marcos Keller: Como um bom jogador de Mago: A Ascensão, não é?
Leonardo: Exatamente.
Marcos Keller: Não tem como não gostar.
Leonardo: Mas, como eu falei, eu sou mais um curioso mesmo. Vocês dois que vivenciam mais aí a magia do caos, então eu queria que vocês se apresentassem. Como vocês conhecem em si a magia do caos?
Ju Ponzi: Bem, a primeira vez que eu tropecei, entre aspas, porque foi realmente um tropeçar na magia do caos, foi porque eu estava procurando outras coisas, eu estava procurando outras leituras, e aí existia um grupo, na época, que a gente conversava bastante e aí me falaram assim: "Olha, você já ouviu a palavra da magia do caos?", e aí eu falei: "Como assim, magia do caos?". E, para mim, já era tudo muito carregado do próprio preconceito que existe contra a magia do caos. Acho que também a gente, em algum momento, vai esbarrar nisso durante o episódio, que é o "Ah, faz o que você quiser, pede qualquer coisa e foda-se", não sei o que lá. Então eu já fiquei um pouco com o pé atrás. E aí a pessoa me apresentou o Liber Null - não existia essa linda versão, maravilhosa, muito bem traduzida, muito bem trabalhada, da Penumbra Livros, então eu li isso em inglês na época. Foi me apresentado tanto o Liber Null quanto o Life Force também, e aí eu comecei a ler e comecei a achar bastante interessante, me interessei por olhar isso. Eu acho que primeiramente eu me interessei bastante pelo lance do treinamento dos exercícios. Já existiam coisas que eu já tinha feito, coisas um pouco diferentes, então foi isso que mais me atraiu, na realidade, para começar a ler mais sobre.
Leonardo: Sua vez, Keller.
Marcos Keller: Meu primeiro contato com a magia do caos e com a ideia de magia do caos foi há bastante tempo. Não foi propriamente a magia do caos, mas foi mais ou menos com os trabalhos do Robert Anton Wilson, e na época ele era editor da Playboy e tal, e eu cheguei a ver algumas coisas da Playboy. Sabe aquele tio que coleciona Playboy? Então, é isso aí. Então eu vi algumas entrevistas e tal, aquelas traduções de entrevista, mas eu não sabia que tinha a ver com ele, que ele era o que fazia as entrevistas e tal. E aí, quando eu comecei a me envolver com algumas práticas, com algumas pesquisas, a magia do caos estava começando a ficar popular no Brasil, principalmente por causa da prática mais básica dela, que é a prática de sigilo, que é você fazer um desejo encapsulado. O sigilo é um minidesejo, é essa ideia para você realizar. E foi a partir de aí que eu fui navegando cada vez mais de braçada, até ter contatos teóricos e começar a conhecer um pouco mais.
Leonardo: Então, confirmando, você conheceu a magia do caos através da revista Playboy. Você usava a revista para isso?
Marcos Keller: É, bom, funciona. Mas não foi, foi por causa do Robert Anton Wilson, com as traduções e alguns textos. Para você ter uma ideia, teve dois caras que alguns textos me influenciaram bastante no começo, que foram o Robert Anton Wilson e o Hakim Bey, que é o Peter Lamborn Wilson - não são relacionados. O Hakim Bey não é da magia do caos, mas toda a escrita e o pensamento dele têm muito a ver com a magia do caos. O Hakim Bey é um teórico anarquista.
Leonardo: Esse cara é mais ou menos dessa época também?
Marcos Keller: O Peter Lamborn Wilson e o Robert Anton Wilson, e toda essa galera, são do mesmo caldeirão, essa galera dos anos 70 muito louca, sabe? Fim dos 60, início de 70, que é ali que é o caldeirão onde surge a discussão sobre a magia do caos.
Leonardo: Legal, então acho legal a gente já definir aí para o ouvinte o que realmente é essa magia do caos. Bom, eu, como leigo, vejo a magia do caos, do que eu consigo entender, sendo, como o pessoal fala, a magia que você pode fazer tudo, só não pode qualquer coisa. Eu adoro essa definição. Mas eu sempre vejo como essa coisa meio que aberta,
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