Governo Bolsonaro cobrou propina para aquisição de vacinas

30/06/2021 5 min

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Sinopse do Episódio

O governo Bolsonaro teria pedido US$ 1 de por dose de vacina, para fechar um contrato de compra de imunizante contra a covid-19. O diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, teria exigido a contrapartida do representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, em um jantar em Brasília no dia 25 de fevereiro, segundo reportagem da Folha de S.Paulo (https://bit.ly/3AepYGs).
Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). A empresa Davati buscou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta de US$ 3,5 por cada. Conforme apuração do G1 (https://glo.bo/3dqjLx6), a AstraZeneca não tem intermediários no Brasil. Segundo Dominguetti, ele não teria aceitado fazer o acordo com o pagamento de propina e depois disso não teria conseguido evoluir nas negociações com o Ministério Saúde.
Todas estas tratativas ocorreram um dia após o país ter atingido a marca de 250 mil mortos pela pandemia de coronavírus. Os senadores da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid vão ouvir na próxima sexta-feira (2) Dominguetti, aponta o Congresso em Foco (https://bit.ly/2TmNuAr). O diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, será exonerado do cargo nesta quarta-feira (30), informa a CNN (https://bit.ly/363qRDG).
O Brasil registrou hoje 1.917 novas mortes de covid-19, elevando o total para mais de 516 mil óbitos desde o início da pandemia, reporta o UOL (https://bit.ly/3y27yXi).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, para esperar o fim das investigações da CPI da Covid sobre a compra da vacina Covaxin antes de decidir sobre a notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro. Um grupo de senadores da Comissão encaminhou ao STF a notícia-crime na segunda-feira (28) e Rosa Weber enviou o caso para a PGR, protocolo comum nesse tipo de situação, lembra o G1 (https://glo.bo/3AcpqAR). Os parlamentares querem que a Procuradoria investigue se Bolsonaro cometeu crime de prevaricaçãoao não acionar a Polícia Federal ao saber da possível irregularidade na compra da vacina indiana Covaxin.

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