Brasil volta a bater recorde de média de mortes por covid-19

01/03/2021 5 min

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Sinopse do Episódio

Pela terceira vez em uma semana, o Brasil bateu o recorde de média de mortes por covid-19, no domingo. O resultado ficou em 1.208 ocorrências por dia na última semana, o que representa alta de 11% na comparação com os últimos 14 dias. O número total de óbitos no país é de 255.018. A média diária de novos infectados está em 54.547, alta de 21% na comparação com as duas semanas anteriores. Os dados de Roraima não foram incluídos por falta de atualização. A compilação é do consórcio de veículos de imprensa e está no G1 (https://glo.bo/3b4UbgF).
O portal (https://glo.bo/3bKbAKI) também mostra que apenas 3,11% da população já recebeu uma ou duas doses das vacinas contra o novo coronavírus.
Reportagem do Correio Braziliense (https://bit.ly/3dUO3cH) trouxe que 18 estados brasileiros têm 80% ou mais de seus leitos de UTI ocupados e oito estão com essa taxa acima de 90%.
Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) postou nas redes sociais que "a saúde no Brasil sempre teve problemas” e que o fechamento do comércio deve gerar consequências desastrosas para o país, relatou O Globo (https://glo.bo/2OasWs0). A declaração foi feita no primeiro dia de retorno do lockdown em Brasília.
O Supremo Tribunal Federal, por outro lado, determinou que a União volte a financiar quase quatro mil leitos de UTI nos estados da Bahia, Maranhão e São Paulo. A liminar da ministra Rosa Weber afirma não ser cientificamente defensável reduzir a oferta do serviço em um momento de aumento de casos, destaca o G1 (https://glo.bo/37VIg2O). Ela também cita levantamento das secretarias estaduais indica que o Ministério da Saúde deixou de custear quase nove mil leitos entre entre dezembro de 2020 e fevereiro deste ano. Em nota, o governo negou ter cortado do financiamento e classificou a liminar de desnecessária.
Reportagem da Folha (https://bit.ly/3szyZoF) aponta que hospitais brasileiros têm registrado uma mudança no perfil dos infectados pela covid-19: são pacientes cada vez mais jovens, entre 30 e 50 anos, e que permanecem mais tempo nas UTIs.
E ontem o Instituto Butantã entregou mais 600 mil doses da vacina Coronavac ao Ministério da Saúde. Foram quase quatro milhões de unidades produzidas em fevereiro. A meta é que nos próximos dias outro 1,7 milhão esteja pronto e até o fim de abril seja concluído o lote de 46 milhões contratado pelo governo federal, relata a CNN (https://bit.ly/3qYBT69).
No sábado, a Fiocruz recebeu insumo da China para a fabricação de 12,2 milhões de unidades da vacina Oxford-AstraZeneca. A meta é entregar 27 milhões até o final de abril, reporta o Estadão (https://bit.ly/37V34Yb).

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