Brasil tem segundo dia seguido com mais de 2 mil mortes por covid-19

12/03/2021 5 min

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Sinopse do Episódio

O Brasil teve o segundo dia consecutivo com mais de duas mil mortes por covid-19. Foram 2.207 vidas perdidas para a doença em 24 horas, aponta o G1 (https://glo.bo/2OOfR7L). O resultado elevou a média móvel de óbitos para 1.705, o 13o recorde seguido no país. A tendência segue sendo de alta.
No dia em que a pandemia completou um ano, um levantamento da Fiocruz indicou que o Brasil é responsável por 10% das mortes mundiais pelo vírus, enquanto responde por apenas 3% da população global, destaca ainda o G1 (https://glo.bo/2PZCPd3).
Enquanto isso, vacinação segue em marcha lenta. Apenas 4,3% dos brasileiros receberam ao menos uma dose de vacina contra a covid-19. Quase um terço das vacinas recebidas pelos estados ainda não foi aplicado.
Nesse contexto, estados endureceram as medidas restritivas. Em São Paulo, o governador João Dória (PSDB) decretou toque de recolher das 20h as 5h em todo os municípios. Ele fechou praias e parques, proibiu cultos religiosos e atividades esportivas coletivas entre outras ações. A medida passa a valer na segunda-feira e vai até o dia 30, mostra O Globo (https://glo.bo/3vpxxYz). 
Na Bahia, as cidades do litoral e do interior entram hoje em fase mais restrita da quarentena, e só atividades essenciais poderão continuar. O toque de recolher das 20h as 5h segue até abril.
A capital fluminense também começou hoje a adotar proibições, que valem até o dia 22, mas houve flexibilização das regras. Os bares, por exemplo, estariam fechados a partir das 17h, mas agora poderão funcionar até as 21h. Barraqueiros poderão permanecer na praia até as 17h e academias seguirão operando, mas com restrição de público.
No Rio Grande do Sul, além de medidas restritivas, a capital Porto Alegre ganhará um hospital de campanha que começara a ser erguido hoje, informou a GaúchaZH (https://bit.ly/3csjTuM)
Em sua tradicional live, o presidente Jair Bolsonaro classificou de “estado de sítio” a decretação de toque de recolher. Ele disse que os gestores públicos têm usado a pandemia como pretexto para oprimir a população e quebrar a economia. Na transmissão de mais de uma hora, também usou a carta de um suicida para criticar o isolamento social. Bolsonaro ainda mentiu ao negar ter chamado a covid-19 de “gripezinha” e que nunca atuou contra a vacina , reportou a Folha (https://bit.ly/3rJl0wD).
Já o filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) foi às redes sociais para sugerir que os brasileiros “enfiassem a máscara no rabo”, um dia depois do próprio pai usar o equipamento de segurança em uma cerimônia no Palácio do Planalto, reportou o Correio Braziliense (https://bit.ly/3tp1wht).

A Anvisa, por sua vez, endureceu as regras para o trânsito em aeroportos e aviões, exigindo o uso adequado e de máscaras seguras, explica o G1 (https://glo.bo/2OgDlTv). Acessórios frouxos, sem cobrir boca ou nariz, feitos de acrílico ou lenços são alguns exemplos do que não é mais permitido.
A Agência de Vigilância Sanitária também oficializou a regra aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Planalto permitindo a compra de vacinas por estados, municípios e empresas, mesmo sem registro no Brasil.

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