Curso online de filosofia de Olavo de Carvalho (Parte 12 de 273)

07/11/2025 3h 6min Temporada 1 Episodio 12
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Sinopse do Episódio

Olavo distingue dois determinismos: o metafísico (à la Lutero/Calvino), que torna até a dúvida pré-fixada, e o behaviorista (Skinner), empírico e limitado; critica o segundo por autocontradição, pois a prática científica exige escolha entre hipóteses. “Ambiente” é vago e multilayer: físico, familiar, social, cultural, histórico; não determina diretamente, apenas fornece referências que cada um filtra pela própria capacidade de aprender. Exemplos biográficos (criança sem nome; palavrões ensinados pelo pai; preconceitos absorvidos) ilustram a mediação afetiva/linguística; Szondi entra como “carma familiar”: tendências herdadas pressionam repetição de destinos, mas o conhecimento amplia a margem de manobra. Em vez de “determinismo vs. livre-arbítrio”, há múltiplas determinações em conflito e uma liberdade prática: escolher a que determinações servir. Chama de “poder” as limitações brutas e de “autoridade” as que aceitamos para superar poderes menores; educação é escalar autoridades cada vez mais altas — da família aos grandes sábios — até a consciência da “Presença Total” (Lavelle) e, acima, Deus, única liberdade absoluta que pode infundir a nossa. Critica a ciência moderna (Bacon/Kant): experimentos recortam aspectos e favorecem subjetivismo; sem atitude contemplativa da realidade concreta, teoria vira fetiche; denuncia um lastro ocultista e uma “mentira fundadora” que produz neurose cultural. Nos apartes: recomenda Ortega y Gasset e Nelson Rodrigues para estilo; cita Polanyi, Pradines, Frankl, Diel, Caruso; vê a KGB como influência gigantesca na mídia ocidental e rejeita geopolítica simplista (Alex Jones/Tarpley); comenta Machado (“Dona Benedita”) para mostrar como saber o que se busca orienta a percepção; discorda de John Gray sobre milenarismo como mera dissonância. Conclusão: não há liberdade infinita humana nem determinismo total; há escolhas entre determinações — algumas escravizam, outras libertam — e a verdadeira educação é aprender a preferir as determinações superiores que conduzem à realidade e a Deus.