Ouvir "Haja paciência! Você se considera uma pessoa paciente?"
Sinopse do Episódio
Em tempos de perguntas que 'exigem' respostas instantâneas, filas que, mesmo pequenas, irritam, mensagens não respondidas e uma rotina cada vez mais acelerada, a paciência parece estar em extinção. Mas será que a gente sabe, de fato, o que significa ser paciente? Ou será que confundimos paciência com engolir tudo em silêncio?O pensador islâmico Abu Hamid al-Ghazal (c. 1058–1111), um dos mais importantes teólogos da história do Islã, defendia que a paciência não é uma virtude automática. Segundo ele, nem toda paciência é boa: apenas aquela que serve a objetivos justos contribui para uma vida ética. E aí surge uma questão fundamental: quem define quais objetivos são justos? Cada um de nós.A ciência contemporânea concorda em parte com essa reflexão. Hoje, a paciência é entendida como uma habilidade ligada à regulação emocional, autoconsciência e escolhas conscientes. Não se trata apenas de esperar, mas de como reagimos enquanto esperamos e do que fazemos com nossas emoções nesse processo.Mas por que temos cada vez menos paciência? Como essa dificuldade impacta nossos relacionamentos, decisões, produtividade e saúde mental? A falta de paciência anda de mãos dadas com a ansiedade? E mais: é possível treinar essa habilidade ou ela é um traço inato da personalidade?Nesta terça-feira (16), o Interessa abre espaço para discutir os limites, os benefícios e até o lado tóxico da paciência. Para essa conversa, a bancada feminina recebe Gustavo Cury, psicólogo, escritor e educador físico, que ajuda a traduzir o que a ciência diz sobre paciência, como desenvolvê-la no dia a dia e por que, às vezes, perder a paciência também pode ser um sinal de saúde emocional.
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