Ouvir "Inflação pode fechar o ano abaixo do teto da meta?"
Sinopse do Episódio
O IPCA-15, que funciona como uma prévia da inflação, registrou alta de 0,25% em dezembro. Com isso, o IPCA-15 encerrou 2025 com inflação acumulada de 4,41%, patamar inferior ao observado no fim de 2024 e abaixo do teto da meta de inflação de 4,5%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. O principal destaque foi o grupo Transportes, que avançou 0,69% e respondeu pelo maior impacto positivo no índice do mês (0,14 p.p.). Esse resultado foi influenciado especialmente pela elevação das passagens aéreas, que subiram 12,71%. Também contribuíram para o resultado os aumentos no transporte por aplicativo, com alta de 9,00%, e nos combustíveis (0,26%), que voltaram a subir após queda em novembro. Por outro lado, houve queda nos preços de ônibus urbano (-0,69%), metrô (-0,62%), trem (-0,11%) e integração do transporte público (-0,16%).
O grupo Vestuário apresentou alta de 0,69%, refletindo aumentos nas roupas infantis (1,05%), femininas (0,98%) e masculinas (0,70%). Já o grupo Despesas Pessoais desacelerou na passagem de novembro para dezembro, passando de 0,85% para 0,46%. A queda nos preços da hospedagem (-1,18%), após forte alta no mês anterior, ajudou a conter o índice, embora serviços como cabeleireiro e barbeiro, empregado doméstico e pacote turístico tenham exercido pressão.
Em Habitação, a alta foi de 0,17%, influenciada principalmente pelo aluguel residencial (0,33%) e pela taxa de água e esgoto (0,66%), que incorporou reajustes tarifários em capitais como Fortaleza e Rio de Janeiro. O gás encanado também registrou aumento, refletindo reajustes em São Paulo. Por outro lado, a energia elétrica residencial caiu 0,22%, influenciada pela mudança da bandeira tarifária vermelha, vigente em novembro, para a bandeira amarela em dezembro, o que reduziu o custo adicional na conta de luz.
O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, teve alta de 0,13%. A alimentação no domicílio recuou 0,08%, marcando o sétimo mês consecutivo de queda, impulsionada pelos preços mais baixos do tomate (-14,53%), do leite longa vida (-5,37%) e do arroz (-2,37%). Em contrapartida, houve aumento nos preços das carnes (1,54%) e das frutas (1,46%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,65%, com altas tanto no lanche quanto na refeição.
Por fim, o grupo Artigos de residência registrou a quarta queda consecutiva, com recuo de 0,64%, influenciado principalmente pela redução nos preços de eletrodomésticos e equipamentos (-1,41%) e de itens de TV, som e informática (-0,93%). Saúde e cuidados pessoais apresentou variação praticamente nula (-0,01%), enquanto Educação e Comunicação também mostraram estabilidade no mês.
A inflação tem dado sinais de desaceleração, principalmente nos últimos meses, o que pode ajudar para que o teto da meta, de 4,5%, seja atingido neste ano, mas ainda há muitas incertezas para o ano que vem. O Dólar está se valorizando frente ao Real nas últimas semanas, trazendo um impacto sobre itens que compõem o IPCA. Além disso, novas medidas de expansão fiscal são esperadas para 2026, que podem reverter esse quadro.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. O principal destaque foi o grupo Transportes, que avançou 0,69% e respondeu pelo maior impacto positivo no índice do mês (0,14 p.p.). Esse resultado foi influenciado especialmente pela elevação das passagens aéreas, que subiram 12,71%. Também contribuíram para o resultado os aumentos no transporte por aplicativo, com alta de 9,00%, e nos combustíveis (0,26%), que voltaram a subir após queda em novembro. Por outro lado, houve queda nos preços de ônibus urbano (-0,69%), metrô (-0,62%), trem (-0,11%) e integração do transporte público (-0,16%).
O grupo Vestuário apresentou alta de 0,69%, refletindo aumentos nas roupas infantis (1,05%), femininas (0,98%) e masculinas (0,70%). Já o grupo Despesas Pessoais desacelerou na passagem de novembro para dezembro, passando de 0,85% para 0,46%. A queda nos preços da hospedagem (-1,18%), após forte alta no mês anterior, ajudou a conter o índice, embora serviços como cabeleireiro e barbeiro, empregado doméstico e pacote turístico tenham exercido pressão.
Em Habitação, a alta foi de 0,17%, influenciada principalmente pelo aluguel residencial (0,33%) e pela taxa de água e esgoto (0,66%), que incorporou reajustes tarifários em capitais como Fortaleza e Rio de Janeiro. O gás encanado também registrou aumento, refletindo reajustes em São Paulo. Por outro lado, a energia elétrica residencial caiu 0,22%, influenciada pela mudança da bandeira tarifária vermelha, vigente em novembro, para a bandeira amarela em dezembro, o que reduziu o custo adicional na conta de luz.
O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, teve alta de 0,13%. A alimentação no domicílio recuou 0,08%, marcando o sétimo mês consecutivo de queda, impulsionada pelos preços mais baixos do tomate (-14,53%), do leite longa vida (-5,37%) e do arroz (-2,37%). Em contrapartida, houve aumento nos preços das carnes (1,54%) e das frutas (1,46%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,65%, com altas tanto no lanche quanto na refeição.
Por fim, o grupo Artigos de residência registrou a quarta queda consecutiva, com recuo de 0,64%, influenciado principalmente pela redução nos preços de eletrodomésticos e equipamentos (-1,41%) e de itens de TV, som e informática (-0,93%). Saúde e cuidados pessoais apresentou variação praticamente nula (-0,01%), enquanto Educação e Comunicação também mostraram estabilidade no mês.
A inflação tem dado sinais de desaceleração, principalmente nos últimos meses, o que pode ajudar para que o teto da meta, de 4,5%, seja atingido neste ano, mas ainda há muitas incertezas para o ano que vem. O Dólar está se valorizando frente ao Real nas últimas semanas, trazendo um impacto sobre itens que compõem o IPCA. Além disso, novas medidas de expansão fiscal são esperadas para 2026, que podem reverter esse quadro.
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