21 JANEIRO - GÊNESIS 22, MATEUS 21, NEEMIAS 11, ATOS 21

21/01/2024 26 min Temporada 1 Episodio 21

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Sinopse do Episódio

O PODER DRAMÁTICO da prova de Abraão pela oferta de Isaque (Gn 22) é bem conhecido. O relato curto traz nossa admiração. Quando ele diz a seu servo que nós (22:5—isto é, tanto Abraão quanto Isaque) voltaremos depois de adorar no Monte Moriá, Abraão estava especulando que Deus ressuscitaria seu filho da sepultura? Ele esperava que Deus interviesse de alguma maneira imprevista? Que explicação concebível poderia Abraão dar a seu filho quando o amarrou e o colocou no altar preparado?

Um pouco antes, a resposta de Abraão à pergunta de Isaque sobre o cordeiro é um golpe de mestre: "O próprio Deus proverá o cordeiro para o holocausto, meu filho" (22:8). Não há nenhuma sugestão de que Abraão previu a cruz. A julgar pela maneira como ele estava preparado para realizar o sacrifício (22:10-11), nem mesmo está claro se ele esperava que Deus providenciasse um animal literal. Pode-se até adivinhar que esta foi uma resposta piedosa para o menino até que a terrível verdade não pudesse mais ser escondida. No entanto, na estrutura da história, Abraão falou melhor do que sabia: Deus providenciou o cordeiro, um substituto para Isaque (22:13-14). De fato, como outras figuras bíblicas (por exemplo, Caifás em João 11:49-53), Abraão falou muito melhor do que sabia: Deus proveria não apenas o animal que serviu como substituto neste caso, mas o substituto final, o Cordeiro de Deus, o único que poderia levar nossos pecados e realizar todos os maravilhosos propósitos de Deus para redenção e julgamento (Ap 4-5; 21:22).

"O Senhor proverá" (22.14): isso Abraão entendeu claramente. Pode-se apenas imaginar o quanto a mesma lição foi gravada na mente do jovem Isaque também, e para seus herdeiros além dele. O próprio Deus conecta este episódio com a promessa da aliança: a fé de Abraão aqui resulta em uma obediência tão elevada que ele não exalta nem mesmo seu próprio filho querido ao lugar onde ele poderia destronar Deus. Deus reitera a aliança: "Certamente te abençoarei e tornarei a tua descendência tão numerosa como as estrelas do céu e como a areia da praia do mar. A tua descendência tomará posse das cidades dos seus inimigos, e através da tua descendência todas as nações da terra será abençoada, porque você me obedeceu" (22:17-18). Neste ponto, Deus jura por si mesmo (22:16), não porque de outra forma ele poderia mentir, mas porque não há ninguém maior por quem jurar, e o próprio juramento seria uma grande âncora estabilizadora para a fé de Abraão e para a fé de todos os que o seguem (cf. Hb 6,13-20). Plano de Leitura Robert Murray Mccheyne. M'Cheyne - 1842.
Voz: Pr. Paulo Castelan.
SOCIEDADE BÍBLICA TRINITARIANA DO BRASIL. ALMEIDA CORRIGIDA FIEL. SBTB. ACF.