Ouvir "Memória Viva #10 - Eva"
Sinopse do Episódio
Mais uma vez nos deslocamos de bicicleta até o assentamento rural do Vergel que fica entres os municípios de Itapira e Mogi Mirim, interior do Estado de São Paulo. Para conversar com Eva, uma Senhora negra, mãe de cinco filhos e trabalhadora rural que produz alimentos em sua horta orgânica.
Eva é mineira e na sua adolescência trabalhou como empregada doméstica na cidade de Governador Valadares -MG. Após o falecimento de seus pais migrou para a região de Conchal-SP, em busca de melhores condições de vida. Porém, nas circunstâncias em que se encontrava, o único trabalho que surgiu foi como cortadora de cana em uma usina de açúcar. Durante esse período conheceu o MST (Movimento dos trabalhadores rurais sem-terra), e se juntou ao movimento para lutar pela terra e garantir que seus filhos tivessem melhores oportunidades na vida.
Hoje ela narra com orgulho toda a sua trajetória e disse que faria tudo novamente, que vale muito a pena lutar pra ter uma moradia, um lote de terra para plantar e ter sua autonomia.
“Me pergunto se todas as guerras, derramamento de sangue não assaltaram a criação quando um homem procurou ser senhor de outro(...) e se essa miséria não irá embora(...) quando todas as ramificações da humanidade considerarem a terra como um tesouro comum a todos”. GERRARD WINSTANLEY, 1649.
Para finalizar deixo uma reflexão:” Como mulher não tenho um país. Como mulher não quero um país. Como mulher meu país é o mundo inteiro” (Virginia Woolf, trecho do livro feminista e antifascista Os três Guinéus).
Eva é mineira e na sua adolescência trabalhou como empregada doméstica na cidade de Governador Valadares -MG. Após o falecimento de seus pais migrou para a região de Conchal-SP, em busca de melhores condições de vida. Porém, nas circunstâncias em que se encontrava, o único trabalho que surgiu foi como cortadora de cana em uma usina de açúcar. Durante esse período conheceu o MST (Movimento dos trabalhadores rurais sem-terra), e se juntou ao movimento para lutar pela terra e garantir que seus filhos tivessem melhores oportunidades na vida.
Hoje ela narra com orgulho toda a sua trajetória e disse que faria tudo novamente, que vale muito a pena lutar pra ter uma moradia, um lote de terra para plantar e ter sua autonomia.
“Me pergunto se todas as guerras, derramamento de sangue não assaltaram a criação quando um homem procurou ser senhor de outro(...) e se essa miséria não irá embora(...) quando todas as ramificações da humanidade considerarem a terra como um tesouro comum a todos”. GERRARD WINSTANLEY, 1649.
Para finalizar deixo uma reflexão:” Como mulher não tenho um país. Como mulher não quero um país. Como mulher meu país é o mundo inteiro” (Virginia Woolf, trecho do livro feminista e antifascista Os três Guinéus).
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