Gilson Aguiar: Pensar no futuro ajuda a agir no presente

19/05/2020 2 min

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Sinopse do Episódio

Não nego o desespero que muitos empresários se encontram, pais de família, pessoasdesempregadas ou com grande possibilidade de perder o emprego. Cada vez mais aangústia demonstra o quanto temos uma relação de dependência de condições diárias.Grande parte da população vive de um trabalho de ganho diário, um dia atrás do outro,como afirma o ditado, “da mão para a boca”.Agora, grande parte das pessoas se encontram sem saída. Pensando no que fazerdiante de uma situação de perda de renda, do empreendimento, da possibilidade desobrevivência. Tudo o que se tem se perde. Mas o que se perde? Por que nossacondição de sobrevivência se sustenta em algo que tão perecível?Acredito que grande parte das pessoas não pensavam que poderíamos ser abaladospor uma pandemia como essa. Se ela deu sinais em dezembro do ano passado, poucosdimensionaram a sua capacidade de chegar até nós e fazer o estrago que está fazendo.Nossa cabeça estava em outro lugar, na nossa vida diária, nossas coisas imediatas. Nãosomos educados para a cultura da prevenção por termos na nossa história inúmerastragédias que exigiram de nós recuperação. Por sinal, hoje, nossos hábitos noscondenam.Vivemos sem pensar nas consequências de nossos atos em longo prazo. Não pensamosem possibilidades que independem de nós e que podem interferir em nossas vidas.Não planejamos pensando em década, no máximo em anos, e mesmo assim sãopoucos. A grande maioria pensa no dia a dia. Construímos uma sociedade que vive dacondição que está, aceita a si como é e não pensa na transformação como algo comum.Tememos a miserabilidade porque grande parte de nós já estão na miséria.Vivemos com a mão de obra desqualificada, com a pouca inovação, aceitamosconstantemente o mínimo porque queremos o máximo agora mesmo que issosignifique a destruição de possibilidades no futuro. Não investimos na mudança. Isso énosso, da nossa característica enquanto sociedade construída da permanência daestagnação.Talvez, ao pensarmos que os portugueses implantaram os engenhos no Brasil e aestrutura se manteve por mais de três séculos, nunca mudamos a forma de produzir.Queríamos sempre comercializar com lucro o mesmo produto sempre feito da mesmaforma. A inovação não faz parte de nossa sociedade. Dizem que o brasileiro é criativo,sim, mas não sai muito do lugar com a criatividade que visa sempre a sobrevivência enão a superação.É hora de mudar. Se queremos não ter mais abalos e deixar que nossa fragilidade noscondena, temos que investir nas pessoas. Saber fazer a mudança da forma adequadapara que seja o crescimento sólido e permanente. Temos que romper com oimediatismo. Ser produtivos de forma inteligente. Agir pela qualidade e não pelacomodidade de uma forma de produção que nos traz sempre os mesmos resultados.

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