Direito é a saída para o conflito entre Israel e Palestina

10/11/2023 31 min

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Sinopse do Episódio

Um aperto de mão entre o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) Yasser Arafat e o então primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin selou, em 1995, a principal tentativa de paz que já houve entre judeus e palestinos. Os acordos de Oslo previam a união de esforços para o término dos conflitos entre os dois povos e a abertura de negociações sobre os territórios ocupados. Rabin e Arafat foram ganhadores do Nobel da Paz e houve quem apostasse que a violência seria interrompida no Oriente Médio. A história demonstrou que não. Quase três décadas depois, judeus e palestinos estão mais uma vez envolvidos em uma guerra sangrenta, com milhares de inocentes mortos, sobretudo crianças.Para o professor de Direito Internacional da Unicamp Luís Renato Vedovato, só no âmbito do direito existe saída para a guerra. Vedovato foi o convidado do videocast Analisa, uma produção da Secretaria Executiva de Comunicação. “Reconhecendo que o Hamas cometeu violações ao direito, com mortes e sequestros de civis, a reação de Israel era esperada, mas não na proporção do que tem sido feito”, afirma.No programa, o professor recapitula as raízes históricas dos conflitos entre palestinos e judeus, desde o final do século XIX, quando surgiu a ideia do Estado de Israel, até o final das grandes guerras, quando a separação de territórios não foi aceita por países árabes. Vedovato também comenta a escalada do terror, o papel do Hamas na política do Oriente Médio e como a população palestina foi oprimida e reduzida à Faixa de Gaza, sem condições de sobrevivência.