Ouvir "Ambiente é o Meio #203: Amontoados de conchas permitem estudo da biodiversidade brasileira"
Sinopse do Episódio
esta semana, o Ambiente é o Meio recebe Gabriela Prestes Carneiro, historiadora e pesquisadora do Museu Nacional de História Natural de Paris, para falar sobre a presença de sambaquis na Amazônia.
Gabriela explica que sambaquis são monumentos feitos de conchas construídos por populações humanas há cerca de 3 mil anos e, no Brasil, encontrados principalmente no litoral, no norte da Amazônia e no interior do País. A pesquisadora diz ainda que sambaqui significa conchas amontoadas, em tupi. Esses monumentos, segundo Gabriela, desempenharam diferentes funções ao longo do tempo, servindo, por exemplo, de cemitérios e moradias.
A pesquisadora destaca que os sambaquis permitem o estudo da biodiversidade e mudanças do ambiente ao longo do tempo: “Por serem feitos de conchas, formam um contexto ideal de conservação”. Dentro dessas construções, continua, é possível identificar fibras, sementes, espinhos e escamas de peixes, e até mesmo remanescentes humanos conservados.
Apesar de não serem mais construídos no Brasil, Gabriela afirma que em países como Guiné-Bissau e Senegal, os sambaquis ainda fazem parte da cultura. A pesquisadora conta que, no Senegal, algumas populações enterram seus mortos nesses monumentos formados por conchas.
Ouça o episódio completo no player acima.
Gabriela explica que sambaquis são monumentos feitos de conchas construídos por populações humanas há cerca de 3 mil anos e, no Brasil, encontrados principalmente no litoral, no norte da Amazônia e no interior do País. A pesquisadora diz ainda que sambaqui significa conchas amontoadas, em tupi. Esses monumentos, segundo Gabriela, desempenharam diferentes funções ao longo do tempo, servindo, por exemplo, de cemitérios e moradias.
A pesquisadora destaca que os sambaquis permitem o estudo da biodiversidade e mudanças do ambiente ao longo do tempo: “Por serem feitos de conchas, formam um contexto ideal de conservação”. Dentro dessas construções, continua, é possível identificar fibras, sementes, espinhos e escamas de peixes, e até mesmo remanescentes humanos conservados.
Apesar de não serem mais construídos no Brasil, Gabriela afirma que em países como Guiné-Bissau e Senegal, os sambaquis ainda fazem parte da cultura. A pesquisadora conta que, no Senegal, algumas populações enterram seus mortos nesses monumentos formados por conchas.
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