LUSOFONIAS - Escancarar portas e corações

14/11/2022 5 min

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Sinopse do Episódio

Ao entrar na Praça de S. Pedro, um cartaz enorme convida à celebração deste VI Dia Mundial dos Pobres. Debaixo do cartaz está um posto móvel de saúde, que faz consultas, exames e vacinas a pessoas com dificuldades financeiras. Além disso, o Vaticano pagou contas de água e luz e distribuiu 5 mil cabazes de alimentação.
A Missa desta Jornada foi presidida pelo Papa Francisco, a 13 de novembro, na Basílica de S. Pedro. O livro da celebração tinha como capa uma pintura de Santo António a distribuir pão aos pobres. Foi Eucaristia de casa cheia, com numerosos Bispos e Padres a concelebrar, eu incluído. Mas voltemos um pouco atrás no tempo. No dia de S. António, o Papa publicou a Mensagem para este dia. Chamou a atenção do facto de o mundo estar mais pobre. Ou melhor, há mais pobres no mundo, embora os ricos estejam cada vez mais ricos.
O Papa avançou com uma sadia provocação, ‘para nos ajudar a refletir sobre o nosso estilo de vida e as inúmeras pobrezas da hora atual’. Lembrou que o mundo gosta de colecionar tragédias, uma vez que após a pandemia da covid, achou por bem arrancar para a guerra na Ucrânia, que veio juntar-se às muitas expressões de violência já existentes no mundo, uma autêntica ‘terceira guerra mundial aos bocados’.
Gritou o Papa: ‘Quantos pobres gera a insensatez da guerra! Para onde quer que voltemos o olhar, constata-se que os mais atingidos pela violência são as pessoas indefesas e frágeis. Deportação de milhares de pessoas, sobretudo meninos e meninas, para os desenraizar e impor-lhes outra identidade!’ Continua a desfiar o rosário as desgraças: ‘Milhões de mulheres, crianças e idosos veem-se constrangidos a desafiar o perigo das bombas para pôr a vida a salvo, procurando abrigo como refugiados em países vizinhos. Entretanto, aqueles que permanecem nas zonas de conflito têm de conviver diariamente com o medo e a carência de comida, água, cuidados médicos e sobretudo com a falta de afeto familiar’.

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