Ouvir "LUSOFONIAS - A ‘Carta’ da Ecologia Integral e a COP 27"
Sinopse do Episódio
O Papa Francisco mandou entregar uma carta a Arauna Kandé (um jovem senegalês), a Ridhima Pandey (uma adolescente indiana), a Dadá Borarí (um chefe índio da Amazónia) e a Robin Martin e Greg Asner (um casal de cientistas do Havai, nos USA). Todos receberam esta correspondência papal que trazia dentro um convite especial para irem a Roma encontrar-se com o Papa e explicar-lhe como vêem e como vivem as consequências das alterações climáticas. As Cartas chegaram sete anos depois de Francisco ter publicado a Carta encíclica ‘Laudato Si’ sobre o cuidado da Terra, a nossa Casa comum.
Estas cinco pessoas, bafejadas pela sorte de uma visita especial do carteiro são – juntamente com o Papa Francisco e Lorna Gold (presidente do Movimento Laudato Si) – os protagonistas do filme-documentário que guardaria como título, precisamente, ‘A Carta’! Foi lançado, com enorme sucesso no Youtube, a 7 de Outubro. Nas primeiras três semanas, o filme teve 8 milhões de visualizações!
Antes de entrar no coração do filme e do essencial da sua mensagem, avanço com uma pergunta que - espero - é provocadora: se o carteiro tivesse tocado à minha porta para me entregar esta Carta do Papa, que é que eu conseguiria ir a Roma dizer sobre os efeitos das alterações climáticas e, sobretudo, acerca do que já estou a fazer para as combater e salvar a nossa Casa comum? Esta questão invade-me e abana-me desde que vi o filme. Vamos então a ele!
Kandé, vindo de Saint-Louis, é o porta-voz dos pobres vitimados pelas alterações climáticas e explica que o mar está a engolir a terra e os mais jovens tentam fazer-se ao mar (como ele o fez!) para encontrar futuro na Europa. O Chefe Dadá é o porta-voz dos povos indígenas e partilhou as ameaças de morte por defender a floresta, o pedaço de terra que herdaram dos antepassados. Ridhima já tem, aos 13 anos, um vasto curriculum de luta pela causa ecológica e pede que os líderes mundiais façam algo contra o impacto brutal das alterações climáticas, pois o futuro do mundo está em risco. O casal Robin e Greg dão a vida no Havai pela proteção dos corais no mar. São porta-voz da vida selvagem e, como cientistas, já perceberam que as ondas de calor marinho matam os corais que são a floresta tropical dos oceanos, pondo em causa a sobrevivência de muitas espécies.
Os alertas estão dados, mais uma vez, através deste documentário realizado por Nicolas Brown. A mãe Terra grita. Lorna Gold desempenha o papel de um ‘guia oficial’ dos convidados, coordenando os momentos, seja no encontro com o Papa, seja na visita a Assis. Confessa que o objectivo deste filme é reunir diferentes periferias para dialogar. Conclui que, ‘depois de se saber, não se pode fingir que não existe, não pode!’.
Estas cinco pessoas, bafejadas pela sorte de uma visita especial do carteiro são – juntamente com o Papa Francisco e Lorna Gold (presidente do Movimento Laudato Si) – os protagonistas do filme-documentário que guardaria como título, precisamente, ‘A Carta’! Foi lançado, com enorme sucesso no Youtube, a 7 de Outubro. Nas primeiras três semanas, o filme teve 8 milhões de visualizações!
Antes de entrar no coração do filme e do essencial da sua mensagem, avanço com uma pergunta que - espero - é provocadora: se o carteiro tivesse tocado à minha porta para me entregar esta Carta do Papa, que é que eu conseguiria ir a Roma dizer sobre os efeitos das alterações climáticas e, sobretudo, acerca do que já estou a fazer para as combater e salvar a nossa Casa comum? Esta questão invade-me e abana-me desde que vi o filme. Vamos então a ele!
Kandé, vindo de Saint-Louis, é o porta-voz dos pobres vitimados pelas alterações climáticas e explica que o mar está a engolir a terra e os mais jovens tentam fazer-se ao mar (como ele o fez!) para encontrar futuro na Europa. O Chefe Dadá é o porta-voz dos povos indígenas e partilhou as ameaças de morte por defender a floresta, o pedaço de terra que herdaram dos antepassados. Ridhima já tem, aos 13 anos, um vasto curriculum de luta pela causa ecológica e pede que os líderes mundiais façam algo contra o impacto brutal das alterações climáticas, pois o futuro do mundo está em risco. O casal Robin e Greg dão a vida no Havai pela proteção dos corais no mar. São porta-voz da vida selvagem e, como cientistas, já perceberam que as ondas de calor marinho matam os corais que são a floresta tropical dos oceanos, pondo em causa a sobrevivência de muitas espécies.
Os alertas estão dados, mais uma vez, através deste documentário realizado por Nicolas Brown. A mãe Terra grita. Lorna Gold desempenha o papel de um ‘guia oficial’ dos convidados, coordenando os momentos, seja no encontro com o Papa, seja na visita a Assis. Confessa que o objectivo deste filme é reunir diferentes periferias para dialogar. Conclui que, ‘depois de se saber, não se pode fingir que não existe, não pode!’.
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